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Movimento Tarifa Zero protesta na porta da casa do presidente da BHTrans-lugardafinancas.com

Jornal Estado de Minas

Movimento Tarifa Zero protesta na porta da casa do presidente da BHTrans

Antes de se dispersarem, manifestantes deixaram faixa em uma árvore em frente ao prédio - Foto: Rafael Passos/EM/DA PressIntegrantes do Movimento Tarifa zero participaram de um protesto contra o aumento das passagens na manhã desta terça-feira. O grupo foi para a porta da casa do presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar, para notificá-lo simbolicamente sobre a decisão que suspende o aumento da tarifa em Belo Horizonte.

Nove manifestantes chegaram ao imóvel, que fica no Bairro de Lourdes, Região Centro-Sul da capital, pouco antes das 9h. Eles afixaram na porta do prédio uma faixa com os dizeres "R$ 3,40 nem tenta!". Uma das integrantes do movimento chamou o presidente da BHTrans pelo interfone, mas não houve resposta. Aos gritos, integrantes chamaram pelo presidente da BHTrans. "Ei, Ramon, vem falar com a gente".

No envelope que o Tarifa Zero pretendia entregar a Ramon Victor Cesar há uma notificação dos movimentos sociais reivindicando a legitimidade para contestar o aumento e a decisão da Justiça que suspende o reajuste. O movimento entregou ainda uma carta convidando a BHTrans para participar de “aulão” do Tarifa Zerro.

Depois da chegada da Polícia Militar, os manifestantes retiraram a faixa da entrada do prédio e afixaram-na em uma árvore na calçada do edifício.
Às 10h, sem serem recebidos pelo presidente da autarquia, eles jogaram o envelope na guarita do prédio e deixaram o local.

O tenente Abílio Moura, do 1º Batalhão, explicou a polícia orientou o movimento a retirar a faixa da portaria porque poderia oferecer riscos para os outros moradores do prédio “Se uma pessoa passa aqui e arremessa uma pedra contra um veículo e no prédio, as lideranças serão responsabilidade”, alertou.

Juliana Galvão, do Tarifa Zero, explicou que o movimento está se mobilizando e ela não descarta novos protestos na capital. “Mesmo com limiares da Justiça, em algum momento a passagem acaba aumentando. Se for preciso, a gente vai para a rua mobilizar a população”, frisou.

Desempregado há cerca de dois meses, o pedreiro Rogério de Araújo precisa tomar três ônibus todos os dias para chegar à região central. Ele mora no Bairro Jardim Vitória, Região Nordeste da capital, e acordava todos os dias às 5h para chegar no trabalho às 7h. Ele disse não concordar com aumento. "É um absurdo, ainda mais nessa crise que o país está", protestou.

Rogério contou que gasta, em média, R$ 12 com transporte, o que sacrifica a renda da família. Rogério é casado e pais dois filhos, um de 3 e outro de 14 anos.
O pedreiro reclamou também da qualidade do transporte público na cidade. "Antes, eu pegava um ônibus e agora são três. O tempo de espera no ponto aumentou muito".



LIMINAR A Justiça mineira notificou na segunda-feira a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) sobre a liminar que impede o município de aumentar o preço cobrado pelas passagens de ônibus na capital. A decisão determina que o município e a BHTrans fiquem impedidos de autorizar qualquer revisão contratual, incluída qualquer alteração tarifária por um prazo de 180 dias. Em nota, a PBH informou que suspendeu o reajuste, que entraria em vigor hoje.

O comunicado informa que a administração municipal acionou a Procuradoria-Geral do Município, que, “no momento, estuda os fundamentos da decisão judicial para tomar as medidas jurídicas adequadas.” Ainda no texto, a PBH diz que os concessionários e permissionários foram devidamente orientados a manter em vigor as atuais tarifas.

A liminar foi concedida pelo juiz Rinaldo Kennedy Silva na última sexta-feira. O magistrado, que anteriormente havia indeferido um pedido da defensoria sob o argumento de que não tinha indícios de que haveria aumento e que a prefeitura já havia alegado não ter intenção de aprovar os reajustes antes do prazo contratual, voltou atrás na decisão.

De acordo com o juiz, a nota técnica da BHTrans, anexada ao processo, sugere a realização de reuniões técnicas entre consultores das concessionárias e os técnicos do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) e da empresa que administra o trânsito na capital.

Para o juiz, “demonstra que estão sendo tomadas medidas pelos réus que poderão culminar com o aumento das passagens, ao contrário do informado pelo município, que com sua manifestação, informou que não passava de mera especulação a possibilidade de revisão contratual das concessões de serviço de transporte público”.

(Com informações de Rodrigo Melo e João Henrique do Vale).