
Na margem oriental do Rio Huangpu, denominada Pudong, a China p�s-colonial exibe a sua pujan�a e for�a. � um dos pontos altos de Xangai, a mais ocidentalizada e cosmopolita cidade chinesa. Com 632 metros, a Shangai Tower desafia a concorr�ncia arrojada com o t�tulo de segunda mais alta do planeta. O Shangai World Financial Center, do alto de seus 492 metros e 101 andares, � considerado o maior com espa�o vazado ao topo. Empilhando 153 andares e quase meio quil�metro de altura a Oriental Pearl Tower exibe 470 metros de altura em formato ex�tico.

Na margem oposta do Rio Huangpu, o encanto da arquitetura colonial intocada do passado. Ali est�o pr�dios como o da Alf�ndega e o Big-Beng tal e qual, o Hong Kong & Xangai Bank e o Peace Hotel, todas edifica��es emblem�ticas da primeira metade do s�culo 20.
A compara��o entre as duas skylines � inevit�vel e remete �s op��es hist�ricas de um povo em momentos diversos. Xangai � hoje a segunda maior da China, com quase 25 milh�es de habitantes, ainda que, para os ocidentais, seja vendida como a primeira. O Imp�rio Celestial ou Imp�rio do Centro, que � como os chineses se chamavam e se reconhecem, est� de volta. A China, nome pela qual a conhecemos, tamb�m. Tais vis�es, que evidenciam coisas distintas, dialogam ou conflitam, a partir de Xangai.

Xangai significa “acima do mar”. Mas em mandarim cl�ssico, quer dizer “sequestro”. Explica-se. Ao longo do s�culo 19, mais intensamente nas primeiras d�cadas, era frequente o desaparecimento de jovens chineses. Entorpecidos, acordavam a bordo de barcos. Destinos variados, principalmente para as Am�ricas, o trabalho invariavelmente era escravo. Nos Estados Unidos, ajudaram a construir a Ferrovia Transcontinental; a Oeste do Canad�, a Ferrovia Canadense do Pac�fico; no Peru, eram mandados �s minas de prata; tamb�m serviam nas planta��es de a��car de Cuba e outras ilhas das �ndias Ocidentais.
Era da Inova��o

A hist�ria de Xangai � a s�ntese da rela��o da China com pa�ses colonizadores, pa�ses vizinhos e com o mundo. Uma hist�ria de p�ginas dram�ticas, que batizaram um "s�culo das humilha��es" (1839-1949), em que esse pa�s continental se ajoelhou ao Ocidente e ao Jap�o. Foi a partir do fim da Segunda Guerra Mundial que os chineses voltaram a pensar o pa�s em posi��o central no globo. � o in�cio daquilo que em sua atual bibliografia hist�rica chamam de a era da “Inova��o”, segundo exposi��o do Museu Nacional da China na Pra�a da Paz Celestial: trata-se do ocaso da dinastia Qing, com o surgimento dos movimentos nacionalistas, as guerras antinip�nicas, a guerra civil e a ascens�o de Mao Tse Tung e do Partido Comunista Chin�s. Engloba e inclui-se a partir da� todo o esfor�o industrializante efetuado, em preju�zo de liberdade individuais e, em certo momento hist�rico, com os equ�vocos e absurdos cometidos pela Revolu��o Cultural.

� no entrela�ar das culturas que a beleza de Xangai revela a dram�tica hist�ria com alguns suspiros de deleite, como o Yu Yuan – o Jardim da Felicidade – um o�sis na metr�pole, de 1559 (dinastia Ming), em que a cl�ssica arquitetura chinesa est� entrecortada por lindos jardins e pontes em linhas tortas, protegidas por muros coroados por um curvil�neo drag�o de quatro patas (n�o cinco, como o drag�o imperial, para evitar a ira do imperador).

Servi�o
Pontos altos:
» O Bund, cora��o da cidade colonial, exibe s�mbolos do per�odo em que foi dominada pelo Ocidente.
» Pudong, margem do Rio Huangpu oposta ao Bund. Todas as edifica��es ali existentes – entre as quais tr�s das mais altas torres do mundo – foram constru�das depois de 1990. Em passeio de barco pelo rio, percorre-se, em uma hora, 16 quil�metros desse importante rio, com 110 quil�metros de extens�o. A skyline futurista de Xangai pode ser apreciada.
» Observat�rio do Shanghai World Financial Center: ao topo do 101º andar, com 492 metros de altura, apresenta espetacular vista a�rea das duas margens do Rio Huangpu. Est� encravado em uma infraestrutura urbana futurista, em que metr�, highways, shoppings e elevados de pedestre interagem com eleg�ncia.
» Museu de Xangai: com 120 mil pe�as, tem rel�quias do neol�tico � dinastia Qing, cobrindo cinco mil anos de hist�ria.
» Jardim Yu Yuan (Jardim da Felicidade) e Bazar: principais atra��es da cidade antiga.
Como circular:
» O metr� � muito organizado e cobre os principais pontos tur�sticos. Prepare-se para interagir com um mar de pessoas, como jamais viu em transporte p�blico. T�xis t�m pre�os justos, mas a comunica��o com os motoristas n�o � f�cil.
