Warning: mkdir(): No space left on device in /www/wwwroot/lugardafinancas.com/zhizhutongji.php on line 51
Relato de influenciadora expõe linfoma associado a implantes-lugardafinancas.com
NEOPLASIA LINFOIDE

Relato de influenciadora expõe linfoma associado a implantes

Evelin Camargo revela diagnóstico de linfoma associado a implante mamário e alerta para sinais que não devem ser ignorados

Publicidade
Carregando...

A recente revelação da influenciadora digital Evelin Camargo sobre o diagnóstico de um tipo raro de linfoma associado ao implante de prótese de silicone acendeu um alerta para uma condição pouco conhecida, mas que merece atenção: o linfoma anaplásico de grandes células associado ao implante mamário (BIA-ALCL, na sigla em inglês). 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Em depoimento publicado nas redes sociais, Evelin contou que colocou próteses mamárias em 2019, após realizar uma cirurgia de redução das mamas. Segundo ela, foi apenas em dezembro do ano passado que percebeu, “do dia para a noite”, um crescimento incomum da mama esquerda, o que a levou a procurar atendimento médico para investigação. 

 

A influenciadora afirmou que decidiu tornar o diagnóstico público não apenas para explicar seu afastamento das redes sociais, mas principalmente para alertar outras mulheres sobre a importância de observar qualquer mudança no corpo e buscar avaliação médica imediata diante de sinais suspeitos.    

O que é o linfoma associado à prótese?

O BIA-ALCL não é um câncer de mama. Trata-se de um tipo raro de linfoma, câncer do sistema linfático, que pode se desenvolver na cápsula fibrosa formada naturalmente pelo organismo ao redor da prótese mamária ou no líquido que se acumula ao redor do implante.

Casos dessa neoplasia começaram a ser descritos na literatura médica no fim da década de 1990. Em 2011, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, publicou os primeiros relatos sugerindo associação entre o linfoma anaplásico de grandes células (ALCL) e o uso de implantes mamários. Desde então, com a criação de registros internacionais específicos, centenas de casos passaram a ser notificados em todo o mundo.

Estudos indicam que os implantes podem ser classificados de acordo com o material de preenchimento (solução salina ou silicone), formato e tipo de superfície (lisa ou texturizada). As evidências científicas apontam que os implantes com superfície texturizada apresentam maior associação com o desenvolvimento do BIA-ALCL.

“O linfoma não se desenvolve no tecido mamário, mas sim na cápsula ou no fluido ao redor da prótese. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental, mesmo muitos anos após a cirurgia”, explica o cirurgião plástico Hugo Sabath.

O BIA-ALCL foi incluído na classificação da Organização Mundial da Saúde de neoplasias linfoides em 2016. Desde então, o tema passou a ser uma preocupação relevante na prática moderna da cirurgia plástica, com esforços globais para aprimorar a vigilância, a notificação de casos e a segurança das pacientes.

Quando esse tipo de linfoma pode surgir?

Uma das principais dúvidas entre pacientes diz respeito ao tempo de aparecimento da doença. Diferentemente de complicações cirúrgicas imediatas, o BIA-ALCL costuma surgir de forma tardia.

“Na maioria dos casos, o diagnóstico ocorre entre sete e dez anos após a colocação da prótese, embora possa surgir antes ou depois desse intervalo. Por isso, a paciente não deve abandonar o acompanhamento com seu cirurgião”, alerta Hugo.

Os implantes mamários de silicone são utilizados desde a década de 1960 e, de modo geral, são considerados seguros tanto para fins estéticos quanto para reconstrução mamária. “Os materiais evoluíram muito ao longo das décadas, oferecendo baixo risco às pacientes”, afirma o mastologista Idam de Oliveira Junior. “No entanto, como cada vez mais mulheres convivem por longos períodos com próteses, é fundamental investigar qualquer alteração apresentada”.

Segundo o especialista, vêm crescendo as evidências de uma possível associação entre implantes mamários e respostas imunológicas ou inflamatórias que podem, em casos raros, contribuir para o desenvolvimento de condições como o BIA-ALCL e a síndrome autoimune/inflamatória induzida por adjuvantes (ASIA).

Sinais de alerta que exigem avaliação imediata

Mudanças nas mamas devem ser investigadas em qualquer fase após a cirurgia e não apenas nos primeiros meses do pós-operatório. Entre os principais sinais de alerta estão:

“O aumento súbito de volume é um dos sintomas mais característicos. Muitas pacientes relatam que a mama estava normal e, em poucos dias, ficou inchada. Esse sinal precisa ser avaliado imediatamente”, reforça o cirurgião plástico.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay