Kit de sobrevivência para o Carnaval: da hidratação à segurança digital
Especialistas dão dicas essenciais para evitar a ressaca e proteger seu celular de golpes e furtos durante a folia
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O Carnaval se aproxima e, com ele, a necessidade de um bom planejamento para aproveitar a festa sem imprevistos. Um verdadeiro “kit de sobrevivência” para o folião de 2026 vai além da fantasia e do glitter, incluindo cuidados essenciais com a hidratação, a alimentação e, principalmente, a segurança do seu celular.
Manter o corpo hidratado é uma das regras de ouro da folia. A combinação de calor, esforço físico e consumo de bebidas alcoólicas acelera a perda de água e minerais, o que pode causar confusão mental, cansaço extremo e fraqueza. O álcool, em particular, inibe o hormônio que controla o volume de urina, intensificando a desidratação e abrindo caminho para a ressaca.
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Energia para a folia e a recuperação depois
Para ter combustível durante os blocos, a principal fonte de energia deve ser o carboidrato. Uma refeição completa antes de sair de casa, como um sanduíche de frango desfiado com salada, ajuda a sustentar o corpo. Durante a festa, opções práticas como barras de cereal ou paçocas são ideais para manter o pique.
Para Bárbara Tonsic, professora de Nutrição da EAD UniCesumar, se manter hidratado no carnaval é mais do que necessário, uma vez que a perda de água e sem reposição no nosso corpo, resultam em perda de minerais importantes para a integridade da saúde, gerando sintomas como confusão mental, cansaço acima do normal, fraqueza muscular e alteração da temperatura corporal. “Ao sentir qualquer um desses sintomas, procure se sentar em um local fresco e coberto e se hidrate”, completa.
“Além do álcool, os energéticos contêm níveis de cafeína e açúcar que também podem alterar o nível de hidratação do corpo. Nessa situação de calor, esforço físico, sol, bebida alcoólica e energética, não beber água é pedir para a ressaca chegar com tudo no dia seguinte”, alerta.
A recuperação da ressaca começa antes mesmo de dormir. Beber bastante água e consumir uma fonte de carboidrato para não deitar de estômago vazio faz toda a diferença. No dia seguinte, a recomendação é focar em refeições leves e pouco gordurosas, em pequenas porções, intercalando a ingestão de água com isotônicos e água de coco.
Como proteger seu celular de golpes e furtos
O furto de celular durante o Carnaval representa um risco financeiro significativo, principalmente por causa dos pagamentos por aproximação. Com essa função ativada, criminosos podem realizar transações sem precisar desbloquear o aparelho ou acessar aplicativos de bancos.
“Em alguns casos, com essa configuração ativada, o criminoso não precisa desbloquear o aparelho e nem acessar aplicativos bancários para efetuar uma compra. Basta aproxima o celular de uma maquininha, ou até mesmo enquanto a vítima ainda a carrega no bolso, para que a transação seja autorizada”, alerta Felipe de Melo, professor de Gestão em Segurança Privada da EAD UniCesumar e especialista em segurança digital.
Portanto, para maior segurança em situações como essa, Melo recomenta ativar autenticações para cada transação: para abrir o banco, para realizar o pagamento e para confirmar o valor, por exemplo.
Uma estratégia cada vez mais comum é usar o “celular do bloco”, um aparelho secundário com funções limitadas. Ele deve conter apenas o essencial: um chip ativo, internet, aplicativos de transporte e, no máximo, um cartão virtual com limite diário baixo. Aplicativos de bancos, e-mails e redes sociais devem ficar de fora.
“Esse aparelho deve conter apenas o indispensável: um chip ativo, acesso à internet, aplicativos básicos de transporte, mapas e, no máximo, um meio de pagamento com limite diário muito baixo. O ideal é não ter aplicativos bancários principais, não ter e-mail pessoal logado, não ter acesso a redes sociais sensíveis e, principalmente, não ter cartões cadastrados para pagamento por aproximação. Se for necessário algum meio de pagamento, recomenda-se um cartão virtual específico, com limite reduzido e, de preferência, configurado para exigir autenticação a cada transação”, recomenda.
Se a opção for levar o celular principal, a segurança precisa ser reforçada. O primeiro passo é ocultar completamente as notificações na tela de bloqueio. Isso impede que códigos de verificação enviados por SMS, WhatsApp ou e-mail fiquem visíveis, dificultando o acesso não autorizado a contas e aplicativos.
“Em aparelhos Android, recomenda-se usar a Pasta Segura ou o Segundo Espaço, recursos nativos que criam um ambiente separado dentro do celular, protegido por senha diferente da tela principal. Os aplicativos de banco ficam apenas dentro desse ambiente, invisíveis no uso cotidiano. Em iPhones, a estratégia mais eficaz é retirar os apps bancários da tela inicial, colocá-los apenas na Biblioteca de Apps, desativar a busca por nome e restringir o acesso por Tempo de Uso, exigindo código adicional para abertura. Não é perfeito, mas aumenta significativamente o tempo de descoberta”, sugere.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.