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Ana Mendonça
Ana Mendonça
Em Minas

Ano eleitoral pesa na pauta da Câmara de BH

Cresce a preocupação de que projetos estruturantes acabem espremidos entre discursos inflamados, vídeos para redes sociais e disputas alheias à rotina da cidad

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A retomada dos trabalhos na Câmara Municipal de Belo Horizonte após o recesso veio menos com clima de recomeço e mais com sensação de contagem regressiva. Em ano eleitoral, mais de 20 vereadores se preparam para disputar outros cargos. Nos bastidores, cresce a preocupação de que projetos estruturantes acabem espremidos entre discursos inflamados, vídeos para redes sociais e disputas alheias à rotina da cidade.
A polarização, que já vinha se acentuando, passou a operar como método. A Câmara mais fragmentada tem registrado aumento de moções e projetos sobre temas nacionais, decisões do Supremo e embates ideológicos importados de Brasília. Basta uma contestação para que matérias antes aprovadas automaticamente sejam levadas a voto. O que antes morria no protocolo agora vira debate público, com discurso, gravação e recorte para internet.
 
O mesmo ocorre com projetos considerados inconstitucionais. Embora a Comissão de Legislação e Justiça siga como filtro técnico, pareceres contrários têm sido contestados com frequência. Com assinaturas suficientes, matérias avançam ao plenário, onde o debate deixa de ser jurídico e passa a ser político. Internamente, a leitura é de que questionar, levar ao voto e expor posições viraram estratégia eleitoral.
Apesar do ambiente tenso, não há sinal de freio da presidência. Juliano Lopes (Podemos) sustenta que o regimento garante amplo espaço de fala e que, se a regra permite, não há o que conter. O uso da tribuna como palco, inclusive para gravações, é tratado como consequência do voto.
 
Pesa nos bastidores o fato de Juliano ser pré-candidato à Assembleia Legislativa. Ele atribui a decisão à quase duplicação de votos entre 2020 e 2024, ao quarto mandato e à visibilidade do cargo. O discurso interno é de que a Casa não pode desacelerar. Reuniões do colégio de líderes foram convocadas, há rodízio na presidência durante férias e o recado foi dado: quem for candidato que dê conta do trabalho. Oficialmente, a Câmara não vai parar.
 
Do lado do Executivo, a estratégia é selecionar o que entra em campo agora e o que fica para depois. O líder da base, Bruno Miranda (PDT), defende concentrar esforços em projetos estruturantes que correm risco de travar com a aproximação das eleições. O principal é a autorização para contratação de financiamento de até R$ 500 milhões junto ao BNDES para o programa BH Resiliente, com ações de adaptação climática, infraestrutura verde, mobilidade sustentável e requalificação de áreas vulneráveis. A aposta é votar o empréstimo no início do ano.
 
A minirreforma administrativa enviada no fim de 2024 segue nas comissões e é tratada com cautela por mexer com a máquina pública em ano eleitoral. Já a Operação Urbana Simplificada do Hipercentro foi adiada para março, com audiência pública marcada para o dia 9, diante do potencial desgaste em temas como uso do solo, especulação imobiliária e impacto social.
 
Nas comissões, especialmente na de Legislação e Justiça, existe uma fila de projetos protocolados em 2025, com temas como proteção a mulheres, idosos, pessoas com deficiência, saúde, educação, cultura, esporte, combate à discriminação e geração de renda. Na prática, o cálculo eleitoral começa a definir o que avança.
 
Entre as prioridades de baixo potencial de confronto citadas por vereadores estão o PL 179/25, que regula a reprodução e comercialização de animais, e o PL 169/25, que cria o selo “Estabelecimento Amigo do Autista”.
 
Na ala bolsonarista, o líder Pablo Almeida (PL) aponta como prioridade projetos como o PL 431/2025, sobre controle de ruídos; o PL 155/2025, que prevê sanções por porte ou consumo de drogas ilícitas em espaços públicos; além do PL 96/2025, sobre segurança nas escolas; PL 251/2025, sobre exame toxicológico; PL 377/2025, sobre instalação de câmeras e faixas elevadas; PL 391/2025, com QR Code em placas de obras públicas; e o PL 58/2025, sobre placas informativas da Entrega Legal em unidades de saúde.
 
A avaliação interna é que 2026 não será ano de consensos nem de paralisação total. Será um ano de escolhas. Projetos com impacto direto, baixo custo político e narrativa simples tendem a avançar. Os mais complexos vão disputar espaço com discursos, moções e agendas individuais. O plenário deve seguir cheio, o microfone bastante usado e o tempo cada vez mais curto. Em ano eleitoral, o desafio não é apenas votar, mas decidir o que vale a pena votar.

Cleitinho se emociona

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) se emocionou no plenário do Senado nesta terça-feira (3/2) ao enviar uma mensagem para o irmão caçula, Matheus, que recebeu diagnóstico de leucemia. Cotado para disputar o governo de Minas Gerais, ele pediu “um tempo” nas tratativas políticas para se dedicar à saúde do irmão. “Não sei se você vai ver essa fala minha aqui, meu irmão Matheus, meu irmão caçula. Há 18 anos, meu irmão Matheus teve leucemia e precisou de doação de medula. Deus abençoou. E eu nunca vou questionar Deus, porque Deus me deu o privilégio de ser o doador da medula dele. Mas (…)  hoje vem essa notícia de que a leucemia dele voltou, essa desgraça dessa doença”. (Andrei Megre)


Apelo

Cleitinho se emocionou ao longo da fala, mas mostrou otimismo na mensagem a Matheus. “Deus deu esse privilégio de você ser curado há 18 anos, eu tenho certeza de que Deus vai te dar o privilégio de novamente levar o testemunho de fé”, afirmou. Por fim, fez apelo por uma pausa nas discussões sobre as eleições de 2026: “Eu só peço às pessoas, ao pessoal político, principalmente à imprensa, que me deem um tempo sobre essa questão de campanha política agora, de candidatura ao governo, essas coisas. Eu não quero falar sobre isso por agora. Quero só poder cuidar do meu irmão, ajudar a minha mãe”. (AR)


Zema X Lula

Durante a entrega de uma aeronave e de um caminhão à Polícia Militar, nesta terça-feira (3), o governador Romeu Zema voltou a criticar o governo Lula ao atacar o que chamou de “ideologia” de que “bandido tem direito” e ao resgatar uma declaração do presidente, feita há cerca de três meses, de que traficantes seriam também “vítimas dos usuários de drogas”. Em meio a elogios à atuação da PM e ao discurso de que a segurança pública tem ajudado a atrair investimentos para Minas, Zema defendeu mudanças na legislação para dar mais segurança jurídica aos policiais e afirmou que “quem manda no estado é quem está do lado da lei”, reforçando o tom de confronto com o Planalto na agenda da segurança pública.


Feminicídio

O Executivo, o Legislativo e o Judiciário assinam, nesta quarta-feira (4), às 10h, no Salão Nobre do Palácio do Planalto, o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, compromisso inédito de cooperação entre os Três Poderes para o enfrentamento da violência contra mulheres. O acordo reconhece que respostas fragmentadas são insuficientes e prevê atuação conjunta, com compartilhamento de dados, ações de prevenção e educação, proteção efetiva de meninas e mulheres e responsabilização dos agressores.

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