Já falei aqui, algumas vezes, nas colunas da semana passada, que estava seguindo o torneio de tênis Australian Open, o primeiro Grand Slam do ano, que abre a temporada do esporte. Domingo de manhã (1/2) foi a grande final, que, todos já sabem, disputada entre Alcaraz e Djokovic. O mais novo jogador (22 anos) tentando a sua primeira vitória no Australian Open contra o mais velho a jogar (38 anos), que já tem 10 troféus de lá.

 


Ambos queriam muito ganhar para bater seus recordes. Alcaraz seria o jogador mais novo na história a ter o título de vencedor dos quatro Grand Slams do mundo (já tinha dois de cada um dos outros três torneios, Roland Garros, US Open e Wimbledon). Djoko queria seu 11º troféu do Australian Open, seria o jogador a ter mais títulos do torneio, e se tornaria o jogador mais velho do mundo a ganhar um torneio. Já é o mais velho a ir para uma final.

 


Alcaraz usou e abusou de sua energia e juventude, colocando Djoko para correr de um lado para o outro da quadra e, apesar do cansaço evidente de Djokovic, quando todos pensavam que ele estava “apagando” em quadra, ele se recuperava. E mesmo na exaustão sua experiência e técnica conseguiram levá-lo longe no jogo.


Na campanha de Novak Djokovic durante o torneio, Deus deu uma mãozinha para ele. Um de seus adversários desistiu e ele foi direto para as quartas de final, e o outro, que estava ganhando de dois sets a zero, abandonou o jogo porque sentiu fortes dores na coxa, e ele foi para semifinal.


Um jogo apertadíssimo, que durou mais de quatro horas, contra o italiano Sinner, que ele estava perdendo, se recuperou e ganhou do jovem italiano número 2 do mundo.

 


Alcaraz ganhou e se tornou o jogador mais jovem a conquistar o Career Slam, que, para quem não sabe, é ter o título de todos os quatro Grand Slams do mundo. Onde ele vai chegar, só Deus sabe. Djoko, em seu discurso deixou em aberto, porque vai depender do seu corpo, deve ser difícil a cabeça saber o que tem que fazer e o corpo não acompanhar.


As duas semifinais foram maravilhosas. E o infeliz do meu colega jornalista que perguntou para o Djokovic se atualmente ele teria que “perseguir” os rivais Sinner e Alcaraz, deve estar com vergonha até hoje. Eu fiquei com vergonha alheia. O tenista, muito educadamente – porque poderia ter dado outra resposta – perguntou em que sentido ele estaria “perseguindo” os tenistas número 1 e 2 do mundo, já que venceu 24 Grand Slams e que dominou o circuito nos últimos 15 anos.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia


Talvez seja a última vez que a gente veja o sérvio em uma final do circuito principal do tênis. E não podemos deixar de aplaudir e admirar sua longevidade na profissão, sua simpatia e a contribuição que ele dá aos novos tenistas, em questão de opiniões, conselhos, treinos etc

compartilhe