Belo Horizonte virou a cidade do carnaval, para alegria de muitos e tristeza de outros tantos. Do jeito que as coisas andam, daqui a pouco estaremos como Salvador, a folia começando um mês antes e terminando um mês depois da data oficial.

 

 

Digo isso porque no sábado e domingo passados, vários bloquinhos saíram na cidade. Nesta quinta-feira, já recomeça a festa com ensaios do Então Brilha! e do Cidade Nova Pirô. Só para matar a curiosidade, no próximo sábado, serão mais de 80 blocos nas ruas; no domingo, mais de 70. E nem é carnaval ainda!.

 

 

O que achei muito interessante foi o fato de o Grupo Zelo, empresa de serviços funerários, anunciar patrocínio a um dos grupos mais simbólicos e conceituais da folia na capital mineira, o Bloco Fúnebre, reconhecido por transformar o tema da morte em reflexão, afeto e celebração coletiva.

 

 

A decisão faz parte de nova frente de marketing cultural da empresa, reforçando o posicionamento da marca ao associar cuidado, memória e diálogo social a uma das manifestações mais autorais do carnaval de BH.

 

Criado em 2013, o Bloco Fúnebre se consolidou como manifestação cultural que ressignifica tabus por meio da arte e do carnaval. Este ano, o desfile será na sexta-feira, data que inspira o tema “Sexta-feira 13 – Ô sorte!!”, explorando o imaginário das superstições e invertendo o significado do azar em encontro, humor e catarse coletiva.

 

Ao patrocinar o bloco, o Grupo Zelo amplia sua presença em um território simbólico coerente com seu posicionamento institucional: promover conversas mais abertas sobre vida, memória e cuidado.

 

A ação vai além da exposição de marca e se estabelece como plataforma de diálogo cultural, usando o carnaval como espaço legítimo de conexão com a sociedade, com leveza e sem desrespeito.

 

 

O Bloco Fúnebre se destaca por abordar a morte não como ruptura, mas como parte da experiência humana, em uma linguagem acessível, participativa e profundamente conectada à cultura popular.

 

O patrocínio representa mais do que viabilização financeira. Permite ampliar a estrutura do desfile e potencializar o alcance da proposta artística, mantendo a autonomia criativa e fortalecendo a relação com BH.

 

A convergência entre as marcas se dá também na capacidade de transformar temas sensíveis em experiência coletiva.

 

“Sexta-feira 13 – Ô sorte!!” é um tema que funciona como metáfora criativa para o projeto: brincar com medos coletivos, símbolos associados ao azar e elementos do terror clássico, para transformá-los em narrativa positiva, festiva e compartilhada.

 

Para quem quiser participar, o bloco toca jazz, rock, música erudita, MPB e marchinhas carnavalescas. Sairá em 13/2, às 23h (de noite, claro), da Praça da Bandeira, no Bairro Mangabeiras.

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Sugestão: caprichem na maquiagem temática.

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