O presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), é o único nome de consenso ao qual convergem os seis deputados estaduais que se colocam como candidatos à segunda vaga de conselheiro aberta no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Tadeu foi procurado pelos deputados Ulysses Gomes (PT), Ione Pinheiro (União), Tito Torres (PSD), Sargento Rodrigues (PL), Wilson Batista (PSD) e Thiago Cotta (PDT) em disputa pela posição. E ouviu deles que estariam dispostos a evitar uma disputa em plenário, desde que ele fosse o candidato. Ainda sem se posicionar, Tadeu Leite afirmou aos parlamentares que irá refletir.

Reeleito para a presidência da Casa em chapa única, sem disputa, Tadeu Leite mantém liderança ao estilo soft power, conduzindo os processos internos na Casa sem disputas. Assim foi por ocasião da eleição de Alencar da Silveira (PDT) para o TCE: os sete candidatos inicialmente lançados foram convergindo para um único, assim impedindo o temido enfrentamento entre deputados em plenário. Como a votação é aberta, esse tipo de eleição deixa feridas expostas entre os perdedores e os colegas que não lhes deram o voto. Candidatos derrotados seguem cruzando pelos corredores e em plenário com os deputados que não lhes deram o voto, cientes de que não foram eleitos em decorrência daquele “não apoio”.

Por todas essas características de conciliação, foi Tadeu Leite quem articulou, junto ao senador Rodrigo Pacheco, que à ocasião era presidente do Congresso Nacional, a construção do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas de Estados (Propag). É a saída para a dívida de Minas com a União, um problema estrutural do estado. Transitando bem da esquerda à direita, Tadeu Leite recebeu convites para compor as chapas do senador Cleitinho (Republicanos), do vice-governador Mateus Simões (PSD) e era também cotado na hipótese de candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD) para ser vice na chapa dele. Diante da provável hipótese de Rodrigo Pacheco não concorrer ao governo de Minas, Tadeu Leite é nome aventado para uma candidatura de ampla composição no campo lulista, com potencial para uma aliança da direita à esquerda.

Se aceitar ser o nome de consenso da Casa para assumir a segunda vaga do TCE, Tadeu Leite vai estar, aos 39 anos, se retirando da vida partidária eleitoral. E esta será uma boa notícia para o governo Zema: a oposição perderá um nome com grande potencial de convergência para disputar contra o vice-governador Mateus Simões, que, ao assumir o governo em março, estará concorrendo à reeleição. O eventual aceite de Tadeu Leite também irá consolidar a pré-candidatura de Gabriel Azevedo (MDB) ao governo de Minas.

Seja qual a decisão tomar, Tadeu Leite vai cumprir o mandato na presidência da Assembleia até o final. Se for eleito para a vaga de conselheiro, os prazos regimentais para tomar posse só começam a contar depois de a presidência da Casa comunicar ao Executivo o resultado da eleição. A tendência é de que isso ocorra apenas no final do ano.

Se Tadeu for eleito, restará ainda uma vaga. A Casa que vivia dias de turbulência com sete candidaturas, nenhuma disposta a abrir mão, entrará num interregno de paz. Por pouco tempo. Diria Maquiavel: “As guerras não se evitam, apenas se adiam para a vantagem do outro.”

 


PL

O deputado federal Zé Vítor é o nome mais cotado para assumir a presidência do PL, em substituição ao deputado federal Domingos Sávio, que irá concorrer ao Senado. Também é cogitado José Santanna de Vasconcelos, presidente de honra da legenda.

 

 

O incômodo

As críticas públicas de Nikolas Ferreira (PL) à direção nacional do PL pela filiação de parlamentares à legenda já estão surtindo efeito. O deputado federal delegado Marcelo de Freitas, que era presidente estadual do União, havia sinalizado a filiação ao PL após a substituição do comando da legenda, agora presidida pelo deputado federal Rodrigo de Castro. Nikolas já estava insatisfeito com a filiação de Vinícius Diniz, que em substituição ao pai, o deputado federal Hercílio Diniz (MDB), irá concorrer à Câmara dos Deputados. Com o anúncio da filiação de Marcelo de Freitas, ameaçou deixar a legenda se não for consultado na montagem da chapa.

 

 

O recuo

O delegado Marcelo de Freitas pode estar reavaliando a intenção de deixar o União. Ao divulgar a nota pública formalizando a posse de Rodrigo de Castro na presidência em Minas, o partido de Antonio de Rueda postou foto ao lado de Castro e Freitas, com a informação de que o último estará assumindo novos desafios na legenda.

 

 

O Novo

Se Nikolas deixar o PL, tem oferta do Novo para assumir o partido em Minas. Os candidatos dele não vão precisar passar pelo processo de seleção interno.

 

 

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Manifesto

A maioria dos membros do diretório nacional do Cidadania divulgou manifesto que denuncia e repudia a forma como Roberto Freire, que assumiu liminarmente a presidência da legenda, conduziu a reunião extraordinária desta segunda-feira, que seria destinada a escolher, por determinação judicial, a nova Comissão Executiva. Freire impediu que fosse colocada em votação a chapa completa para a Executiva, apresentada por Luzia Ferreira, ex-deputada federal por Minas Gerais. O grupo majoritário do diretório informa que irá acionar a Justiça para reparar “o desvio de finalidade” da reunião. O manifesto assinala que o próprio Tribunal de Justiça do Distrito Federal reconheceu o direito desta instância partidária a compor a sua Comissão Executiva Nacional, de acordo com a vontade da maioria, o que foi atropelado por Freire.

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