Por Isabel Gonçalves 

“Alexa, faça um Pix de 200 reais para meu pai.” E pronto, em poucos segundos, o dinheiro sai de uma conta e vai para a outra. Já imaginou se isso fosse real? Preciso te informar que essa cena está mais perto do que imaginamos. 

Desde que surgiu em 2020, o Pix virou parte da rotina. Se juntarmos ele com a inteligência artificial, as inovações chegam em uma velocidade difícil de acompanhar. Pix por aproximação, Pix na conversa do Whatsapp e a última inovação que parece ter chegado para ficar é o Pix por imagem. 

Quais são as inovações do Pix? 

Quando o Pix surgiu, a grande revolução era simples, dinheiro cair na hora, sem TED, sem esperar dia útil e sem dor de cabeça. Agora, a evolução é outra. O Pix está entrando na rotina, tirando etapas do caminho. 

Se antes era preciso abrir o app do banco, escolher a opção certa, digitar chave, conferir nome, valor e só então pagar, hoje o pagamento vira quase um reflexo. Primeiro veio o Pix por aproximação, em que não precisava nem abrir o app do banco, depois o Pix no Whatsapp sem ter que sair da conversa, e agora, nem digitar precisa mais, só tirar uma foto das informações (valor e chave pix) e pronto.

Pix por aproximação

O Pix por aproximação segue a mesma lógica do cartão: encostou, pagou. Usando a tecnologia NFC do celular, o usuário só aproxima o aparelho da maquininha e confirma a transação no app do banco. Sem QR Code, sem digitar valor, sem copiar nada. A ideia transformou o Pix em algo tão rápido quanto passar o cartão só que direto da conta, sem intermediários.

O que é o Pix no Whatsapp?

Já o Pix pelo WhatsApp é exclusivo de alguns bancos. O pagamento acontece dentro da conversa. Dá para transferir dinheiro enquanto combina o almoço, divide a conta do bar ou acerta um serviço. Não precisa sair do chat nem abrir o app do banco o tempo todo. O resultado é um Pix mais informal, mais integrado à rotina e muito mais próximo da forma como as pessoas já se comunicam.

Pix por imagem

O Pix por imagem leva a preguiça produtiva a outro nível. Em vez de digitar dados, o usuário envia uma foto ou um print com valor e chave Pix no chat do Whatsapp com o banco. 

Pode ser uma placa, um papel ou até um rabisco. A inteligência artificial lê a imagem, identifica as informações e sugere o pagamento. O cliente só confere e confirma. Menos digitação, menos erro e mais Pix resolvido em segundos.

Quais bancos fazem Pix por imagem?

O Pix por imagem ainda está em fase de expansão no Brasil, mas já não é um experimento isolado. Alguns bancos largaram na frente e mostram para onde o mercado está indo.

  • Itaú: já permite fazer Pix por imagem dentro do WhatsApp. O cliente envia uma foto com valor e chave, a IA interpreta e sugere o pagamento para confirmação.

  • Banco do Brasil: oferece Pix por imagem via assistente no WhatsApp, inclusive com leitura de chaves escritas à mão.

  • Mercado Pago: também tem soluções que usam inteligência artificial dentro do app para interpretar imagens ou informações enviadas no chat e gerar o Pix.

Outras instituições, como fintechs e grandes bancos tradicionais, já oferecem Pix no WhatsApp com IA por texto e QR Code e devem evoluir para a leitura de imagens nos próximos passos. O ponto aqui não é quem chegou primeiro, mas o sinal do mercado: quando vários bancos investem na mesma ideia, é porque o Pix por imagem veio para ficar.

Como funciona o Pix por Imagem no Whatsapp?

Fazer um Pix por imagem no WhatsApp é bem mais simples do que parece e justamente por isso exige atenção. 

1. Abra a conversa no WhatsApp

Entre no chat com o contato oficial do seu banco. Se essa é a primeira vez, é necessário abrir o aplicativo do banco e autorizar a conexão com o Whatsapp. 

2. Envie a imagem com os dados do pagamento

Pode ser uma foto, um print ou até uma imagem com a chave Pix e o valor escritos à mão. Vale placa, papel, conta rabiscada ou comprovante informal. A imagem é o “gatilho” do pagamento.


O banco usa IA para identificar automaticamente as informações da imagem, como valor, chave Pix ou destinatário. Nada acontece sozinho: o sistema apenas sugere a transação.

4. Confira tudo com calma

Antes de pagar, verifique nome do recebedor, valor e tipo de chave. Esse é o passo mais importante, principalmente porque a facilidade pode dar a falsa sensação de que “não é dinheiro de verdade”.

5. Confirme o Pix

Depois de conferir, é só autorizar com senha ou biometria. Pronto: o Pix é feito sem precisar digitar dados nem sair da conversa.

Pix por imagem: facilidades, riscos e quando vale a pena usar

O Pix por imagem facilita a vida ao reduzir etapas, menos digitação e pagamento direto na conversa. E o risco está nessa rapidez. Quando pagar fica automático, cresce a sensação de que “não é dinheiro de verdade”. Pequenos valores se acumulam, a atenção cai e o impacto só aparece no extrato.

Vale usar para pagamentos conhecidos e de baixo valor. Para quantias maiores, o ideal ainda é parar, conferir com calma e redobrar a atenção antes de confirmar.

O Pix está substituindo outras formas de pagamento?

Fato é que o Pix já está ocupando espaços que antes eram dominados por outras formas de pagamento. E isso tudo sem fazer barulho. 

Nas transferências entre pessoas, o Pix substituiu a TED e o DOC e o dinheiro físico com folga. Hoje, digitar dados bancários para mandar dinheiro parece coisa de outra era. 

Já em relação ao cartão, a substituição é mais seletiva. O Pix concorre diretamente com o débito. O crédito, por outro lado, ainda tem um papel próprio. Parcelamento, prazo e benefícios como pontos e milhas mantêm o cartão relevante. Mas até aqui o Pix começa a encostar, seja com descontos para pagamento à vista, ou o Pix no Crédito, que nada mais é que uma modalidade de empréstimo.

Conclusão: o que esperar do Pix para os próximos anos?

O Pix caminha para um lugar em que pagar quase não parece pagar. Uma foto, um toque, uma confirmação rápida e pronto. Pagar uma conta com uma foto, dividir a conta do bar direto na conversa do WhatsApp ou substituir o cartão em gastos pequenos do dia a dia, tudo isso sem perceber que o dinheiro está indo embora

O problema aqui é justamente essa sensação de “não doer”. Quando o pagamento vira algo automático, o cérebro registra menos o gasto. E quando não precisa nem entrar no app, o controle das finanças sai pela janela. Quando temos que abrir o app pra fazer o pix no mínimo vemos o saldo...

Pequenos valores passam despercebidos, o controle se perde e o impacto aparece só no extrato, no fim do mês. O Pix do futuro será rápido e invisível, mas o dinheiro continua sendo real. E é por isso que, quanto menos o pagamento chama atenção, mais atenção você precisa ter.


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