Andreas Pereira, nascido na Bélgica, filho de pais brasileiros, parece querer ser o grande “malandro” do futebol. Foi ele o responsável por ter cavado uma espécie de buraco na marca do pênalti para que Memphis Depay pudesse escorregar e isolar a bola para fora. Isso sob os olhares do árbitro, assistentes, jogadores do Corinthians e do Brasil inteiro. Tem um ditado no Rio de Janeiro que diz: “malandro demais se atrapalha”. Não bastasse ter entregado um título de Libertadores ao Palmeiras, quando jogava pelo Flamengo e viu Deyverson tomar-lhe a bola como se toma de um “otário”, vem agora aprontar mais essa. Imaginei que por ter sido criado num país sério esse rapaz não fosse cometer tais atos, mas parece que o esquema de “levar vantagem” a qualquer preço, misturado com o sangue brasileiro, que corre em suas veias, não permitiram a Andreas ser um cara do bem e um jogador exemplar.


Uma pena que isso aconteça somente no futebol brasileiro. Confesso que em 60 anos acompanhando futebol pelo mundo, pois desde os 5 anos gosto de ver tudo relacionado ao esporte bretão, nunca vi um jogador na Europa usar desse artifício sujo e nojento. Com certeza, ele se vangloriou da atitude asquerosa. Também não vi o “chorão” Abel Ferreira dizer que aquilo foi uma atitude antidesportiva, nem tampouco a presidente Leila Pereira. Quando a sacanagem é a favor de Abel, ele se cala diante dos microfones, onde costuma desacatar os jornalistas. É um excelente treinador, mas como pessoa não me parece querer a correção nos gramados e fora deles. Nunca admitiu seus erros, dos seus jogadores ou do seu clube. “Passa pano” para tudo de errado que lá acontece, mas é incapaz de dizer que o árbitro favoreceu sua equipe com a marcação de uma penalidade ou a não expulsão de um jogador de seu time. Abel é daqueles que pensam que levar vantagem é o melhor.


Onde está o tão “isento” STJD que não denuncia Andreas Pereira por atitude antidesportiva? Se fosse um jogador de Cruzeiro ou Atlético, Inter ou Grêmio já estaria denunciado, mas como joga no Palmeiras tudo pode. Por isso, o nosso futebol está na lama. Quando você percebe privilégios para determinadas equipes já sabe que as competições estão manchadas, como o Brasileirão passado e a Copa do Brasil, cujo campeão, Corinthians, ganhou do Cruzeiro com um gol roubado de Memphis “Demão”! No Brasileirão, a arbitragem roubou a cena, literalmente, com péssimos árbitros e um tal Ramon “Ajuda” Abel, que é um dos mais vergonhosos do país. Daqui a pouco, estará apitando normalmente. Será que esse cara não fica com vergonha na cara quando vê o pênalti contra o Palmeiras, que ele não apitou no jogo contra o São Paulo, ou a entrada criminosa de Gustavo Gómez em Wanderson, que tirou o jogador do Cruzeiro da temporada passada? Claro que não. O futebol brasileiro não consegue se organizar dentro e fora de campo, pois quem comanda a entidade nunca deu um chute na bola e nunca dirigiu uma instituição de futebol. Foi colocado naquela cadeira para viajar pelo mundo, tomar champagne, comer caviar e ficar nos hotéis 6 estrelas, além de viajar em primeira classe. Ricardo Teixeira, que renunciou, fazia tudo isso, mas ganhava Copa do Mundo. Foi finalista em três edições seguidas, e ganhou duas. Hoje, os caras são eliminados por Croácia e Bélgica, e continuam com as mesmas mamatas.


O futebol brasileiro não é sério e caminha a passos largos para a desmoralização total. Ninguém mais acredita nos árbitros, os jogadores têm a cara de pau de sofrer um empurrão no peito e por a mão no rosto, simulando agressão para ganharem vantagem. Andreas Pereira nasceu e foi criado na Bélgica, mas tem toda a “malandragem” do jogador brasileiro e não hesitou em levar vantagem no lance em que cavou o buraco para Memphis “Demão” perder a penalidade. Pobre futebol brasileiro, com clubes devendo até a cueca, mas não perdendo a pose, que o diga o Corinthians, com um saldo devedor de quase R$ 3 bilhões, impagável. Mas continua contratando, como se o seu caixa estivesse abarrotado de dinheiro. Deveríamos exigir um presidente da CBF que tivesse sido jogador e que seja grande gestor: Ronaldo, Kaká, Gilberto Silva, nomes bons não faltam, o que falta é vontade dos clubes de chutar as federações e a CBF.

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