Com investimentos de R$ 13,8 bilhões previstos para alcançar 100% da capacidade até 2029, a Samarco consolida sua retomada operacional, encerrando 2025 com o maior volume de produção desde a retomada de suas atividades, totalizando 15,11 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro. O resultado projeta a companhia como a terceira maior exportadora de pelotas do mercado transoceânico, reafirmando sua posição estratégica no setor siderúrgico global. Ao longo do ano, a produção foi escoada em 140 navios pelo terminal portuário de Ubu (ES), atendendo siderúrgicas em todos os continentes. No acumulado desde dezembro de 2020, quando retomou as operações, a mineradora já soma mais de 50,5 milhões de toneladas produzidas. Outro marco histórico foi atingido em outubro do ano passado: 500 milhões de toneladas embarcadas desde o início de sua história, em 1977. Para Rodrigo Vilela, presidente da Samarco, os números de 2025 refletem a capacidade de resiliência da empresa. “Concluímos etapas estruturantes, dobramos nossa capacidade produtiva e avançamos de forma consistente e decisiva no processo de reparação”, afirma o executivo, destacando que a empresa se prepara para um novo ciclo de crescimento seguro. Atualmente operando com 60% de sua capacidade instalada, a Samarco tem um plano robusto para atingir 100% de operação até 2028 na unidade de Germano (MG) e até 2029 em Ubu (ES). Para isso, foram aprovados investimentos destinados à revitalização de plantas, ampliação de sistemas de filtragem e modernização de equipamentos.
Meio ambiente
A Usiminas fechou o ano de 2025 com um investimento superior a R$ 500 milhões dedicado exclusivamente a investimentos ambientais. A estratégia, focada na modernização de processos e no rigor operacional, trouxe reflexos diretos para a qualidade do ar em Ipatinga: a siderúrgica registrou uma redução de 50% nos chamados “eventos relevantes” — emissões visíveis que costumam gerar incômodo à população. Segundo a empresa, o resultado é fruto de um reforço na manutenção preventiva e da adoção de novas tecnologias de controle. “Investimos em planejamento, manutenção e disciplina operacional para garantir mais estabilidade nos processos. A redução dos eventos relevantes é fruto de um esforço consistente das equipes e mostra que a evolução ambiental acontece no dia a dia da usina”, avalia Lucas Lima, diretor de Segurança e Meio Ambiente da Usiminas.
Apoio produtivo
Para estimular o aumento da produtividade e faturamento dos pequenos negócios, por meio da inovação em produtos, serviços ou processos, o Sebrae Minas está com 450 vagas para o Programa ALI Produtividade nas cidades de Belo Horizonte (200), Contagem (125), Curvelo (25), Desterro de Entre Rios e Entre Rios de Minas (25), Ouro Branco e Lafaiete (25), Pompeu (25) e Sete Lagoas (25). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nas agências de atendimento do Sebrae Minas ou pelo site sebrae.mg/ali. O programa oferece um diagnóstico gratuito e personalizado do negócio, identificando gargalos, oportunidades de melhoria e caminhos para o aumento da eficiência. Em Minas Gerais, o ALI Produtividade já atendeu cerca de seis mil pequenos negócios, em 2025. No último ciclo avaliado, as empresas participantes registraram crescimento médio de 11,8% no faturamento e 31% na produtividade, comprovando a eficácia da metodologia do Sebrae Minas.
Ação no social
O Mart Minas, que celebra 25 anos agora em 2026, comemora uma marca histórica: a destinação de R$ 14 milhões em ações sociais no ano passado. O investimento beneficiou diretamente mais de 5 milhões de pessoas e deu suporte a 275 instituições em todo o estado. O montante é composto por diversas frentes de atuação. A maior fatia, somando mais de R$ 10 milhões, foi viabilizada via leis de incentivo, patrocínios diretos e recursos próprios, impactando 204 instituições. Já o engajamento dos clientes no programa troco solidário resultou no repasse de R$ 3,08 milhões para 71 entidades assistenciais, auxiliando 1,24 milhão de pessoas. Através do programa Mesa Brasil, a rede varejista doou mais de 382 milhões de toneladas de alimentos.O Mart Minas inicia o ano de seu aniversário com um plano agressivo de expansão, prevendo a inauguração de oito novas lojas apenas no primeiro trimestre.
Biomassa
Enquanto a Feira da Indústria Moveleira de Ubá e Região (Femur), realizada na semana passada, movimenta novos negócios para o setor, uma parceria estratégica tem garantido um destino sustentável para os resíduos dessa produção. A InterCement Brasil, uma das líderes na produção de cimento no país, consolidou o uso das sobras da indústria moveleira como fonte de energia alternativa em sua fábrica de Ijaci (MG), localizada a cerca de 200km do polo de Ubá. A prática, conhecida como coprocessamento, substitui combustíveis fósseis nos fornos de cimento por biomassa. Segundo a companhia, são processadas atualmente cerca de 7 mil toneladas por ano de materiais como serragem, madeira usada e cavacos (foto). O impacto ambiental é direto: a iniciativa evita a emissão de 10 mil toneladas de CO2 anualmente. “Além de dar um destino nobre a resíduos que antes eram passivo ambiental, ainda movimentamos a economia local com geração de renda na cadeia de compra e transporte”, explica Cristiano Ferreira, gerente de Coprocessamento da InterCement.
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