Com investimentos da ordem de R$ 400 milhões e a previsão de gerar 3 mil empregos, o Shopping Lagoa Santa deve ser lançado oficialmente em 24 de março e entrar em operação no primeiro semestre de 2027. O empreendimento, cujas obras já foram iniciadas, é o primeiro da Argoplan – terceira maior administradora de shopping center do Brasil – na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Localizado às margens da Linha Verde, em uma área de 200 mil metros quadrados, o Shopping Lagoa Santa terá 32 mil metros quadrados de área bruta local (lojas e serviços), com 7 unidades âncoras (Supermercado BH e Lojas Renner, entre outras) e 85 lojas satélites. “Nós estimamos vendas acima de R$ 500 milhões no primeiro ano de atividades”, afirma Felipe Andrade, sócio-diretor da Argoplan. O empreendimento, segundo ele, será o maior Open Mall (shopping aberto) da Região Metropolitana, com 1.700 vagas de estacionamento. O fato de Lagoa Santa crescer a uma média cinco vezes acima da média do país e junto com municípios vizinhos ter mais de 500 mil habitantes; de 50 mil veículos trafegarem por dia na Linha Verde e de o Aeroporto de Confins ter um fluxo de 1 milhão de passageiros por mês justificam a opção da Argoplan pelo projeto. “A região tem um público que tem que se deslocar para Belo Horizonte para ter acesso a cinema e outros serviços e o shopping vai ser um hub para a região”, observa Andrade ao informar que o centro de compras terá 400 metros de frente e acesso facilitado nos dois sentidos da via por alças de acesso construída pela Argoplana. “O shopping tem projeto de expansão. Essa é a primeira etapa”, afirma o sócio-diretor da Argoplan.
Diagnóstico bom
Com a previsão de fechar este ano com um faturamento da ordem de R$ 150 milhões, a Quibasa-Bioclin, indústria mineira especializada na fabricação de kits de diagnóstico para laboratórios de análises clínicas, deve comemorar 49 anos de existência com crescimento de 22%. Fundada no fim da década de 1970, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, a Bioclin saiu de uma operação inicial de 120 metros quadrados, com apenas 10 colaboradores e 17 produtos, para uma estrutura fabril de 7.500 metros quadrados com mais de 300 funcionários e atuação em todo o mercado brasileiro e latino-americano. “Além do atendimento técnico aos equipamentos e kits especializados, temos um grupo de pesquisa e desenvolvimento que está sempre buscando novas tecnologias, novos testes e soluções inovadoras para o setor de diagnóstico in vitro”, destaca Sílvio Arndt, diretor Administrativo-Financeiro da Quibasa-Bioclin.
Janeiro forte
O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais fechou o mês de janeiro com R$ 487 milhões em créditos liberados. O banco mais que dobrou os desembolsos em relação a janeiro de 2025, quando registrou R$ 224,3 milhões em financiamentos. Esse é o melhor resultado para um mês de janeiro na história da instituição. Segundo o BDMG, o desempenho foi puxado pelo agronegócio, com um terço dos empréstimos liberados no mês passado, somando R$ 158,88 milhões. O valor inclui operações diretas e por meio de cooperativas de crédito que atendem o produtor rural. “Depois de fechar 2025 com recordes, começamos o ano em ritmo acelerado. Isso demonstra a disposição dos empresários e dos produtores para crescer”, destaca o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto.
Disputa de marca
A marca brasileira Ticket Verde, criada em 2021 pela empresa mineira Finehra Energia, tornou-se o centro de uma disputa judicial envolvendo direitos de propriedade intelectual. O caso ganhou destaque no mercado pela trajetória do projeto: uma iniciativa pioneira que uniu sustentabilidade e benefícios corporativos, chegando a ser indicada ao United Earth Amazônia Award, prêmio de liderança ESG, encabeçada por Marcus Nobel. Originalmente concebida como uma solução inovadora, a Ticket Verde transformava a economia de energia elétrica em descontos concretos na conta de luz dos colaboradores das empresas parceiras. Apesar de possuir o registro válido no INPI, a titular da marca identificou o uso de nome homônimo por terceiros em contextos similares. O conflito resultou em uma ação judicial movida pela Finehra para proteger o ativo.
Sede nova
Após investimentos de R$ 5 milhões para adaptar o prédio histórico da Associação Comercial de Minas (ACMinas), no Centro de Belo Horizonte, a Rede Cidadã inaugura na terça-feira sua nova sede. O contrato de locação com a entidade de assistência social, que desenvolve programas e projetos de forma contínua, foi firmado no início de 2025, com prazo de 10 anos. As obras foram iniciadas em março do ano passado. Na inauguração da nova sede estarão presentes o diretor-executivo da Rede Cidadã, Fernando Alves, e o presidente da ACMinas, Cledorvino Belini e empresários. Desde 2022 a Rede Cidadã reúne sociedade civil, empresas, órgãos públicos e organizações sociais e voluntários para trazer soluções de trabalho e renda. Em quatro anos foram 41.510 jovens e adultos e 106.995 aprendizes contratados, além de 330 seniores e 1.277 estagiários que conseguiram trabalho.
“Esse é um ano histórico, que simboliza 50 anos de muito trabalho, conquistas e aprendizado. É o momento de celebrar e reafirmar os valores que transformaram a Somattos no que ela é hoje: uma empresa sólida, que carrega no DNA o respeito e a confiança”
Humberto Mattos, CEO da Somattos, sobre o aniversário da construtora
Inovação
Desde 2023, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 3,3 bilhões para projetos de inovação em Minas Gerais. Segundo banco de fomento, o valor é 1.529% superior ao emprestado entre 2019 e 2022, de R$ 205.5 milhões. O valor liberado para Minas corresponde a X% do total de R$ 22,5 bilhões liberados para a Região Sudeste. Além disso, o valor de Minas supera o realizado em todo o Sudeste entre 2019 e 2022, que somou R$ 2,3 bilhões. Em todo país, BNDES o montante chegou a R$ 36,2 bilhões, 411% maiores ante o período entre 2019 e 2022 (R$ 7,1 bilhões). O montante aprovado em 2025 no país foi de R$ 17,3 bilhões, o maior da série histórica iniciada em 1995. O recorde anterior tinha sido em 2024, com R$ 13,6 bilhões. Antes disso, o maior valor foi registrado em 2013, com R$ 9,7 bilhões.
R$ 119 bilhões
Foi o faturamento da indústria mineral mineira em 2025, respondendo por 40% dos R$ 298,8 bilhões faturados no país. Minas lidera o setor no Brasil, segundo dados da Amig.
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