Warning: mkdir(): No space left on device in /www/wwwroot/lugardafinancas.com/zhizhutongji.php on line 51 Além de 'O Agente Secreto': todos os brasileiros que concorreram ao Oscar - Estado de MinasEstado de Minas-lugardafinancas.com
Na visão da revista "Variety", Wagner Moura é um dos potenciais indicados à estatueta em 2026 por "O Agente Secreto".
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Com as novas indicações de brasileiros ao Oscar 2026, anunciadas nesta quinta-feira (22/1), o país chegou ao marco de 26 disputas na maior premiação do cinema do mundo. Neste ano, o Brasil conquistou cinco indicações: quatro para “O Agente Secreto” — Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Direção de Elenco — e uma para Adolpho Veloso, indicado a Melhor Direção de Fotografia por “Sonhos de Trem”.
O primeiro grande marco ocorreu em 1960, com “Orfeu Negro”. Embora o filme tenha vencido o Oscar de Melhor Filme Internacional, a estatueta não entrou oficialmente para o Brasil. A produção, falada em português, ambientada no Rio de Janeiro e inspirada em peça de Vinicius de Moraes, representava a França, país do diretor Marcel Camus, em coprodução com Itália e Brasil.
Depois de “Orfeu Negro”, apenas quatro filmes brasileiros haviam sido indicados oficialmente pelo país na categoria de Melhor Filme Internacional ao longo do século 20:
“O Pagador de Promessas” (1962), de Anselmo Duarte, que narra a trajetória do baiano Zé do Burro (Leonardo Villar) em sua promessa religiosa, perdeu para o francês “Sempre aos domingos”;
“O Quatrilho” (1995), de Fábio Barreto, sobre dois casais de imigrantes italianos no sul do Brasil, foi derrotado por “A excêntrica família de Antônia”, dos Países Baixos;
“O Que É Isso, Companheiro?” (1997), de Bruno Barreto, que retrata a luta armada contra a ditadura militar, perdeu para “Caráter”, também holandês;
“Central do Brasil” (1998), de Walter Salles, protagonizado por Fernanda Montenegro, acabou superado pelo italiano “A Vida é Bela”, de Roberto Benigni.
O filme brasileiro com maior número de indicações ao Oscar durante décadas foi “Cidade de Deus” (2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund, que concorreu a Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem e Melhor Fotografia, consolidando o prestígio internacional do cinema nacional nos anos 2000.
Na categoria de Melhor Documentário, o Brasil também marcou presença com:
Raoni (1978),
Lixo Extraordinário (2011),
O Sal da Terra (2015),
Democracia em Vertigem (2019).
Outros destaques incluem “Uma História de Futebol” (1998), indicado a Melhor Curta Live-Action, e “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, que disputou o Oscar de Melhor Animação em 2016.
Já “O Beijo da Mulher-Aranha” (1985), coprodução entre Brasil e Estados Unidos dirigida por Héctor Babenco, concorreu a Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator, categoria em que William Hurt saiu vencedor.
A história mudou em 2025, quando o Brasil conquistou, pela primeira vez, uma vitória oficial no Oscar. “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, venceu o prêmio de Melhor Filme Internacional, superando produções da Dinamarca, França, Alemanha e Letônia. O longa ainda concorreu a Melhor Filme e Melhor Atriz, com Fernanda Torres, mas perdeu ambas para “Anora”.
E você, o que achou dessa história?
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Depois, Troy Kotsur, que também é surdo, ganhou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante, pela atuação em "CODA" ("No Ritmo do Coração"). O filme é de 2021 e também teve Matlin no elenco. O artista nasceu surdo, em 24/7/1968, no Arizona (EUA).
reprodução TNT
Até hoje, apenas três pessoas com alguma deficiência física conquistaram um Oscar, o que torna o feito de Russell ainda mais grandioso. Ele foi o primeiro. A segunda foi Marlee Matlin, Oscar de Melhor Atriz por “Filhos de um Deus Menor”, de 1986. Ela nasceu em 24/8/1965 e é surda desde os 18 meses.
Reprodução/Divulgação
Harold Russell faleceu em 29 de janeiro de 2002, com 88 anos e 15 dias, na pequena cidade de Needham, no estado de Massachusetts. Ele foi vítima de um enfarte.
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O filme conquistou ainda uma indicação ao Oscar de Melhor Som, mas não levou. Por fim, a obra faturou ainda um BAFTA e dois Globos de Ouro. Assim, tornou-se um clássico da década de 1940.
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Além dos Oscars de Harold, o filme também levou ainda outras seis estatuetas: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Edição, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora.
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Já Fred Derry é um capitão da Força Aérea e Al Stephenson serviu na Infantaria do Exército como sargento de pelotão no Pacífico. Antes, eles eram balconista e banqueiro, respectivamente. Todos os personagens principais encontram algum drama pessoal após a Segunda Guerra Mundial.
Reprodução IMDB
Homer Parrish é um ex-jogador de futebol americano e estava noivo de sua vizinha. Ele, porém, acreditava que Wilma só estava com ele por pena. Na história, ele tinha ficado sem mãos após um ataque ao navio em que ele trabalhava.
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A produção do filme, um drama de guerra, é de Samuel Goldwyn. A trama conta as histórias de Fred Derry, Al Stephenson e Homer Parrish, personagem vivido por Harold.
Samuel Goldwyn Company - Wikimédia Commons
"Os Melhores Anos de Nossas Vidas" é um filme de 172 minutos, que tem direção de William Wyler e roteiro de Robert E. Sherwood. O filme foi inspirado em um livro ("Glory for Me", de MacKinlay Kantor) e em um artigo de jornal.
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Este filme, aliás, lhe deu ainda um prêmio especial no Globo de Ouro justamente por ele não ser profissional. Na vida pessoal, Harold foi casado duas vezes e teve dois filhos.
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Depois do sucesso em "Os Melhores Anos de Nossas Vidas", Harold estudou administração na Universidade de Boston e foi trabalhar com cargos administrativos no universo dos militares.
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Apesar do sucesso, Harold fez apenas outros dois filmes, já no final da vida: Inside Moves, de 1980, e Dogtown, em 1997. Além disso, participou de duas séries de televisão: "Trapper John, M.D." e "China Beach", em 1981 e 1989.
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Este filme lhe deu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Só que, por ser deficiente físico, ele também ganhou um Oscar Honorário pelo papel - uma homenagem da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Com isso, tornou-se um caso único no cinema.
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Assim, em 1945, ele foi convidado para fazer o filme "Diary of a Sergeant". Sua atuação o credenciou para ingressar no elenco do filme "Os Melhores Anos de Nossas Vidas".
Benno Rothenberg - Wikimédia Commons
Em 1941, ele trabalhava em um supermercado, mas não estava satisfeito e se inscreveu para representar os EUA durante a Segunda Guerra Mundial. Três anos mais tarde, uma bomba arrancou suas duas mãos.
Samuel Goldwyn Company - Wikimédia Commons
Harold John Russell nasceu em 14 de janeiro de 1914, no Canadá. Seu pai faleceu em 1920 e ele se mudou para os EUA em 1921.
Benno Rothenberg - Wikimédia Commons
Curiosamente, essa conquista já aconteceu no segundo filme da carreira do ator. O primeiro foi "Diary of a Sergeant", em 1945, mas ele havia interpretado a si mesmo.
Benno Rothenberg - Wikimédia Commons
Os dois Oscars que ele ganhou são referentes ao filme "The Best Years of Our Lives", de 1946. Em português, o longa se chama "Os Melhores Anos de Nossas Vidas".
Benno Rothenberg - Wikimédia Commons
O ator Harold Russell ficou na história como um caso único na história do Oscar. Afinal, ele conseguiu faturar duas estatuetas por um mesmo papel. Saiba como isso aconteceu.
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