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SHOW DO INTERVALO

Super Bowl: por que artistas como Bad Bunny não recebem cachê pelo show

A liga cobre os custos de produção milionários; em troca, os artistas ganham uma visibilidade que impulsiona carreiras e lota estádios no mundo todo

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Depois de fazer história ao vencer o Grammy de Álbum do Ano com "Debí tirar más fotos", o primeiro disco em espanhol a levar o prêmio, Bad Bunny se prepara para ser a atração principal do show do intervalo do Super Bowl LX, em São Francisco, neste domingo (8/2). Apesar de ser uma das principais datas do calendário pop, ele não vai receber um único dólar de cachê pelo espetáculo.

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A ausência de pagamento, no entanto, não é uma exceção ou uma novidade. Trata-se de uma regra histórica da National Football League (NFL). Há anos, os artistas que se apresentam no intervalo do evento esportivo mais assistido dos Estados Unidos não recebem pagamento, com exceção de um valor simbólico exigido por sindicatos. A lógica é clara: o palco do Super Bowl é a maior vitrine do entretenimento mundial.

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A troca: dinheiro por exposição global

O show do intervalo oferece cerca de 15 minutos de exposição para uma audiência global de centenas de milhões de espectadores. Em 2025, por exemplo, a apresentação de Kendrick Lamar foi assistida por mais de 133 milhões de pessoas ao vivo e já ultrapassou a marca de 150 milhões de visualizações apenas no YouTube.

O verdadeiro retorno financeiro para os artistas vem depois do show. De acordo com o Spotify, a música “Not like us”, de Lamar, teve um salto de 430% nas reproduções logo após sua performance - hoje, ela computa quase 2 bilhões de reproduções. O impulso ajudou a alavancar uma turnê que arrecadou algo próximo dos US$ 360 milhões em ingressos, consolidando o rapper como um dos músicos mais bem pagos do ano.

É exatamente esse efeito que explica por que um artista como Bad Bunny, que faturou US$ 66 milhões em 2025, segundo a revista Forbes, aceita subir ao palco sem receber um cachê direto.

A NFL cobre todos os custos de produção do show, que podem chegar a US$ 15 milhões, incluindo despesas com palco, iluminação, som e equipe. Em troca, os artistas ganham uma plataforma incomparável para impulsionar vendas de álbuns, turnês e contratos de patrocínio.

O caso de Usher, nome que apresentou na edição de 2024, é outro exemplo claro. Após o evento, sua carreira ganhou um novo fôlego, resultando em ganhos estimados de US$ 52 milhões, segundo dados da Apex Marketing Group. A mesma estratégia foi usada por estrelas como Rihanna e Beyoncé, que transformaram a participação gratuita em um ponto de virada comercial para suas carreiras.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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