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CARNAVAL 2026

Com homenagem a Lô, Lagum projeta público recorde no carnaval de BH

Cortejo da banda neste ano terá o tema ‘Tudo que você podia ser’ e tem concentração a partir das 7h de domingo (15/2), na Avenida Brasil

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No domingo de carnaval (15/2), um verso do Clube da Esquina vai conduzir a folia do Lagum na Avenida Brasil. Em sua terceira edição, o bloco traz como tema “Tudo que você podia ser”, canção de Lô e Márcio Borges escolhida pelo quarteto como homenagem à música mineira e como forma de revelar ao público as raízes que moldaram a trajetória da banda.

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“É uma maneira legal de interpretar o carnaval e também trazer as pessoas para conhecer de onde a gente veio”, resume o guitarrista Zani, que recebeu o Estado de Minas, na quarta-feira (11/2) no estúdio da banda, na Zona Leste de BH, onde um quadro de lousa trazia escrito o nome de Lô Borges, e um vinil de “Tobagã” estava exposto ao lado.


“É uma música que mexe muito com a gente. Quando escuto essa frase, parece um desafio comigo mesmo. Você vai fazer tudo o que pode ser ou vai ficar com medo de seguir essa estrada?”, afirma o vocalista Pedro Calais.


No ano passado, Pedro encontrou Lô Borges em um restaurante onde os dois costumavam almoçar. A banda já vinha falando sobre a intenção de fazer algo com ele no carnaval e o nome “Tudo que você podia ser” já estava definido. A possibilidade de uma parceria foi comentada durante a conversa. Uma semana depois do encontro, o cantor e compositor morreu, vítima de intoxicação medicamentosa, aos 73 anos.


Diante da morte do artista, o grupo chegou a questionar se seria oportuno realizar a homenagem no carnaval. No Réveillon da Praça da Liberdade, a banda convidou Rodrigo Borges, sobrinho de Lô, para dividir o palco. Antes do anúncio oficial do tema, também conversaram com Márcio Borges, irmão do cantor e compositor da canção. Ele deu a bênção para que a homenagem seguisse adiante.


A influência do Clube da Esquina atravessa a identidade sonora da Lagum, afirmam os músicos. “Isso vem muito forte, de uma maneira até não intencional. Aparece nas harmonias e nos acordes que usamos. Está nas letras também. A gente ouviu essas músicas ao longo da vida, então isso fica subconsciente”, diz o também guitarrista Jorge.


“Vamos tocar músicas do Clube da Esquina, além das da Lagum. E também é uma forma de mostrar para o nosso público, que às vezes é mais jovem, de onde a gente veio”, comenta Calais.


A banda já ensaia há duas semanas. No repertório, músicas desde o início da carreira ganham novos arranjos, pensados para a rua. “É um processo muito intenso, que demanda muito ensaio em pouco tempo”, conta o baixista Francisco Jardim, o Chico.


Durante os ensaios, os quatro ficam na sala de controle do estúdio, enquanto sopros, bateria e percussão ocupam a sala principal. Entre goles d’água e mordidas em cachos de uva – verde e roxa – discutem detalhes que vão definir a energia do bloco.


A conversa gira em torno de como manter o público animado ao longo das músicas, onde criar pausas estratégicas para abaixar o som e fazer todo mundo pular junto e qual o momento exato de terminar cada faixa com a banda inteira sincronizada.


Metrônomo

Chico e Jorge ficam no sofá, mais ao fundo. Zani e Pedro ficam à frente, sentados em duas cadeiras de escritório, marcando o tempo no metrônomo enquanto ajustam entradas e viradas. Dentro da cabine, dois percussionistas, três músicos de metais e o baterista testam as levadas.


“Uma coisa muito importante são os nossos colaboradores. São pessoas que já fazem carnaval de BH há muitos anos, que estão em outros blocos também. Eles entendem a dinâmica da festa. Isso facilita muito”, diz Jorge.


O namoro da banda com o carnaval começou como uma brincadeira dentro da van, nos deslocamentos para ensaios e apresentações. No caminho, entre uma viagem e outra, eles imaginavam como seria o bloco com batuques improvisados.


“O carnaval sempre foi um momento em que a gente ficava meio sem saber o que fazer. Por ser uma banda de pop rock, reggae, a gente ficava meio esperando o carnaval passar para começar a trabalhar. Juntamos a fome com a vontade de comer e fizemos a primeira edição em 2024”, lembra Pedro Calais.


Foliões

Além de produtores do próprio bloco, os integrantes também circulam como foliões. Frequentam desde os blocos da Concórdia até os da Savassi, passando pelo Bloco da Bicicletinha e pelo Beiço do Wando.


A chegada de grandes nomes nacionais ao carnaval de Belo Horizonte tem provocado debate entre organizadores e blocos de rua. Na última semana, coletivos divulgaram uma nota pública criticando o atual modelo de gestão da festa e a priorização de megablocos e atrações de fora da cidade.


“Os grandes artistas movimentam a cidade, isso é positivo. Mas a gente não pode esquecer da tradição, de quem construiu o carnaval de BH. É uma questão de equilíbrio”, opina Jorge.


Já Zani observa que o carnaval da capital foi construído por blocos tradicionais e que parte deles vai ficar de fora este ano por falta de patrocínio. “É um assunto muito importante. O carnaval de BH foi levantado por muita luta, por blocos tradicionais que estão aí desde o início. Este ano alguns não vão sair por causa de patrocínio, porque os grandes acabam ficando com a maior parte da verba.”


Para ele, uma alternativa seria que grandes patrocinadores destinassem obrigatoriamente uma porcentagem dos recursos a blocos menores.


Em suas duas edições, o Lagum na Avenida reuniu cerca de 100 mil foliões. Para este ano, a expectativa é de um público ainda maior. “O frio na barriga nunca se perde, mas cada vez fica mais confortável estar lá em cima. A liberdade do carnaval supre o nervosismo”, diz Zani.

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LAGUM NA AVENIDA
• Domingo (15/2), com concentração na Rua Sergipe com Avenida Cristóvão Colombo, às 7h.

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