Cinema provoca e dá desconto para quem usar chinelo em sessão de 'Sirât'
A ação do Cine Belas Artes, em São Paulo, é resposta ao comentário do diretor Oliver Laxe de que os brasileiros votariam até em um sapato no Oscar
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O longa espanhol "Sirât", que estreia oficialmente no dia 26 de fevereiro nos cinemas, terá uma pré-estreia especial no Cine Belas Artes, em São Paulo, no próximo dia 20. O cinema anunciou que quem for de chinelo ou sandália para a sessão antecipada terá direito a meia-entrada.
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A promoção parece ter relação com uma saia-justa criada pelo cineasta espanhol Oliver Laxe, diretor do filme. Ele causou polêmica ao afirmar que se os brasileiros submetessem um sapato ao Oscar, todos votariam nele, uma crítica ao suposto "ultranacionalismo" dos brasileiros votantes na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
"Há muitos brasileiros na Academia e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele", afirmou ele numa entrevista ao talk show "La revuelta". "Ganhar prêmios é um bônus. O melhor mesmo é fazer filmes", declarou.
Acontece que, na verdade, há mais espanhóis do que brasileiros entre os votantes da premiação. Entre os 11 mil integrantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, aproximadamente 70 são brasileiros, enquanto os espanhóis formam um grupo de 110 artistas.
O filme está indicado a duas categorias no Oscar 2026: Melhor Filme Internacional, em que disputa com o brasileiro "O agente secreto", e Melhor Som. Além disso, "Sirât" ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2025, em que Kleber Mendonça Filho foi premiado como Melhor Diretor e Wagner Moura foi consagrado como Melhor Ator, ambos pelo filme pernambucano.
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A trama do filme espanhol segue a jornada de um pai e um filho que chegam a uma rave no Marrocos. Ambos buscam por Mar – filha e irmã –, que desapareceu meses antes, em uma dessas festas intermináveis. Cercados pela música eletrônica, eles avançam por esse cenário escaldante, em uma jornada que os obriga a confrontar seus próprios limites.