A presença de Tânia Maria, de 79 anos, na cerimônia do Oscar ainda é incerta. Cotada para acompanhar o elenco de "O Agente Secreto", a atriz, que interpretou Dona Sebastiana no longa, está em tratamento de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e equipe médica avalia se ela terá condições de enfrentar o voo internacional até Los Angeles, onde ocorre a premiação, no próximo dia 15 de março.

"O Brasil inteiro torce para ver Dona Tânia no Oscar. Como a viagem de avião é longa, seguiremos avaliando com responsabilidade se ela poderá realizá-la com segurança. Estarei ao lado dela nesse processo", escreveu a médica Zaida Cavalcanti em publicação no Instagram.

Segundo a profissional, a eventual liberação depende de uma investigação detalhada, com exames específicos e acompanhamento regular. "Exames que nunca haviam sido realizados passam a trazer respostas importantes. Não para gerar medo, mas para orientar decisões e promover cuidado", afirmou.

Ela também elogiou a simpatia e gentiliza de Tânia Maria e sua receptividade com o tratamento. "Parabenizo não apenas pelo talento indiscutível, mas pela atitude consciente e cuidadosa com a própria saúde. Cuidar-se também é um ato de coragem e nunca é tarde."

A DPOC é uma condição pulmonar progressiva caracterizada por inflamação e obstrução crônica do fluxo de ar, englobando quadros como bronquite crônica e enfisema. Está associada ao tabagismo e pode causar tosse persistente, produção de muco e falta de ar.

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Embora não tenha cura, o tratamento busca controlar os sintomas com broncodilatadores, reabilitação pulmonar e interrupção do fumo.Em voos longos, a menor pressão e a redução na concentração de oxigênio na cabine podem provocar hipoxemia -queda nos níveis de oxigênio no sangue-, o que exige avaliação prévia, sobretudo em pacientes com quadros moderados ou graves da doença.

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