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REPERCUSSÃO

Discurso de Trump e pesquisa fazem bolsa disparar e dólar cair no Brasil

Bolsa bateu recorde passando dos 170 mil pontos e dólar chegou a ser cotado a R$ 5,321 nesta quarta-feira (21/1)

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores brasileira está em disparada nesta quarta-feira (21/1), com atenções voltadas para o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial em Davos.

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No cenário doméstico, investidores repercutem a pesquisa eleitoral Atlas/Bloomberg divulgada pela manhã, que mostrou uma redução na vantagem do presidente Lula (PT) sobre os candidatos Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em um eventual segundo turno.

Desdobramentos da liquidação extrajudicial da Will Financeira, versão digital do Banco Master, também estão no radar.

Às 15h41, o Ibovespa marcava disparada de 2,5%, a 170.536 pontos, em meio à forte entrada de capital externo. O patamar de 170 mil pontos é inédito para o índice, que renovou o recorde histórico pelo segundo dia consecutivo na terça-feira, quando fechou em 166.276 pontos, e caminha para nova máxima nesta quarta. Já o dólar recuava 1,07%, cotado a R$ 5,321.

Discursando à plateia de Davos, na Suíça, Trump descartou o uso de força para controlar a Groenlândia. "As pessoas pensaram que eu usaria a força, mas eu não preciso", disse ele. "Eu não quero e não usarei força."

Ele minimizou a questão, chamando-a de um "pedido pequeno" por um "pedaço de gelo" e afirmando que a aquisição não representaria uma ameaça à aliança da Otan, que inclui a Dinamarca e os Estados Unidos.

"Nenhuma nação ou grupo de nações está em posição de garantir a segurança da Groenlândia, a não ser os Estados Unidos", disse Trump. "Estou buscando negociações imediatas para discutir novamente a aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos."

O desejo pela ilha ártica da Dinamarca está ofuscando o tradicional evento onde elites globais analisam as tendências econômicas e políticas. Dias antes, Trump ameaçou oito países europeus com novas tarifas de importação em nome da aquisição da Groenlândia.

Do outro lado, o Parlamento Europeu decidiu suspender o processo de ratificação do acordo comercial entre a UE e os Estados Unidos diante das ameaças. A resposta dos europeus, segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, será "inabalável" e "proporcional.

Os mercados globais reagiram negativamente nos últimos dias diante da escalada de tensões. Na terça, títulos do Tesouro norte-americano subiram, enquanto os índices acionários de Wall Street registraram fortes quedas. Os investidores fugiram do dólar e de moedas emergentes, e o ouro rompeu as máximas históricas diante da busca por segurança.

A percepção de que os Estados Unidos estão adotando "uma postura arisca" em relação aos aliados europeus aumenta o risco de investir em ativos norte-americanos, diz Marcio Riauba, chefe da mesa de operações da StoneX Banco de Câmbio.

"A queda dos rendimentos das treasuries [títulos do Tesouro dos EUA] e a estabilização dos títulos japoneses tiram um pouco a pressão vista na véspera sobre as divisas emergentes."

Para a Bolsa, esse movimento de diversificação de capital e de rotação para fora dos Estados Unidos é benéfico. Na visão de Luiz Ormeneze, sócio da Manchester Investimentos, o Brasil se destaca por características própias, como o elevado diferencial de juros, a exposição a commodities e valuation atrativo.

"Esse movimento é potencializado pelo fato de que a alocação em mercados emergentes segue em níveis historicamente baixos nos portfólios globais, o que abre espaço para a continuidade do fluxo para países líquidos e bem posicionados no ciclo global, como o Brasil", afirma.

Cenário doméstico

Ainda, a pesquisa Atlas/Bloomberg desta manhã também torna os ativos domésticos atrativos para o investidor estrangeiro. O levantamento mostrou que o presidente Lula segue liderando todos os cenários de intenção de voto nas eleições deste ano. No entanto, a diferença para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), diminuiu.

Simulando um segundo turno, a distância entre Lula e Flávio caiu para 4 pontos percentuais, mesma diferença em uma eventual disputa contra Tarcísio. A pesquisa aponta para um cenário em que candidatos "pró-mercado" - isto é, com uma agenda comprometida com o equilíbrio fiscal e com maior previsibilidade na condução da política econômica - estão ganhando espaço, abrindo possibilidade para uma alternância de poder a partir do próximo ano.

"Antes, tudo indicava que Flávio não era um candidato competitivo, e agora vemos, pela primeira vez, uma diferença curta entre ele e Lula. Para o mercado, já começa a ser um indicativo de possível troca no governo", diz Ian Lopes, economista da Valor Investimentos. "O discurso de Trump em Davos e a pesquisa eleitoral estão criando esse momento positivo para a Bolsa nesta quarta", completou.

Também segue no radar a liquidação extrajudicial do grupo Master, que agora chegou ao Will Bank, braço digital da instituição de Daniel Vorcaro.

O Will Bank foi preservado quando o Banco Central anunciou a liquidação do Banco Master, em 18 de novembro, diante da avaliação de que naquela época havia investidores interessados em adquirir a instituição, o que acabou não se concretizando. O regime especial poderia ser mantido por até 120 dias.

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De acordo com o regulador, porém, não foi possível encontrar uma solução para o banco, depois que o Will deixou de pagar participantes da cadeia de cartão de crédito, incluindo a bandeira Mastercard.

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