O que mais aumenta o valor do IPTU de um imóvel? Veja 7 fatores
Localização e tamanho não são os únicos pontos; entenda como a vista, a insolação e até a qualidade da rua podem influenciar no cálculo do seu imposto
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A chegada do carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) costuma gerar dúvidas em muitos proprietários. Além dos fatores mais conhecidos, como localização e tamanho do imóvel, uma série de outros detalhes pode fazer o valor do imposto subir consideravelmente. Entender esses pontos é fundamental para saber se a cobrança está correta e o que esperar na hora de pagar.
O cálculo do IPTU é baseado no valor venal do imóvel, que é uma estimativa de preço de venda feita pelo poder público. No entanto, ela leva em conta características que vão muito além da área total. Pequenas melhorias no bairro e até a posição do seu apartamento no prédio podem impactar diretamente o boleto.
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Veja sete fatores que mais influenciam o aumento do seu IPTU.
1. Valorização do bairro
Melhorias na infraestrutura da região, como a chegada de uma estação de metrô, a inauguração de um parque ou a construção de um novo shopping, valorizam todos os imóveis ao redor. Com isso, a prefeitura atualiza a Planta Genérica de Valores (PGV), que serve de base para o cálculo, elevando o imposto de toda a vizinhança.
2. Padrão da construção
A qualidade dos materiais usados na construção e no acabamento do imóvel tem um peso grande. Uma propriedade com revestimentos de alto padrão, como mármore e porcelanato, fachada moderna e esquadrias de qualidade, terá um valor venal superior ao de uma com acabamentos simples, mesmo que ambas tenham o mesmo tamanho e a mesma localização.
3. Posição e vista
Dois apartamentos idênticos no mesmo prédio podem ter IPTU diferente. Unidades em andares mais altos, com vista livre, voltadas para o sol da manhã ou de frente para a rua costumam ser mais valorizadas. Essa diferença de percepção de valor pelo mercado é refletida no cálculo do imposto.
4. Estado de conservação
Imóveis recém-reformados ou em excelente estado de conservação são avaliados com um valor venal mais alto. Por outro lado, propriedades que necessitam de reparos significativos podem ter um fator de depreciação aplicado, o que teoricamente reduziria o imposto.
5. Benfeitorias na rua
A qualidade da via onde o imóvel está localizado também entra na conta. Ruas asfaltadas, bem iluminadas, com calçadas acessíveis, arborização e saneamento básico completo contribuem para um valor de IPTU mais elevado em comparação com locais com infraestrutura precária.
6. Topografia do terreno
O relevo do lote influencia seu aproveitamento e, consequentemente, seu valor. Terrenos planos e regulares são mais valorizados do que aqueles em aclive ou declive, que podem exigir mais gastos com fundação e terraplanagem para uma construção.
7. Alterações na área construída
Qualquer ampliação no imóvel, como a construção de um novo cômodo, uma edícula ou uma área de lazer, precisa ser informada à prefeitura. Se não for, a fiscalização pode identificar a mudança por meio de imagens de satélite e fazer a cobrança retroativa do IPTU sobre a nova área, com multa e juros. As regras para regularização e o impacto no cálculo podem variar, por isso é fundamental consultar a legislação específica do seu município.
Caso tenha dúvidas sobre o valor cobrado, o primeiro passo é conferir os dados do seu imóvel no carnê do IPTU ou no site da prefeitura da sua cidade. Lá, você encontrará as informações usadas como base para o cálculo e poderá verificar se estão corretas.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.