Movimento de petrolífera argentina muda humor brasileiro sobre gás de Vaca Muerta
Mercado de gás brasileiro reavalia risco após reforço do controle da YPF em Vaca Muerta
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O movimento da petrolífera estatal argentina Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) de reforçar, nos últimos meses, o controle sobre áreas estratégicas de gás em Vaca Muerta acendeu um sinal amarelo no setor de energia brasileiro. A formação, localizada na província de Neuquén, é uma das maiores reservas de gás não convencional do mundo, ou seja, o gás natural retirado de camadas de rocha no subsolo que exigem técnicas especiais de extração.
O alerta surge enquanto o Brasil negocia a importação de até 30 milhões de metros cúbicos de gás de Vaca Muerta por dia a partir de 2030. Executivos que defendiam o acordo passaram a admitir, em conversas reservadas, que ficaram com um pé atrás.
A mudança de humor veio depois de a YPF consolidar participação em blocos por meio de troca de ativos e assumir controle integral de áreas consideradas prioritárias para a produção de gás.
No mercado brasileiro, a avaliação é que a oferta argentina ficou mais concentrada na estatal. Em contratos de 15 ou 20 anos, a estrutura do fornecedor pesa no cálculo de risco e na decisão de fechar o acordo.
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O interesse do Brasil no gás de Vaca Muerta vinha sendo tratado como alternativa à queda da oferta boliviana e à volatilidade do gás natural liquefeito importado. Até aqui, o principal entrave era a dificuldade de fechar um preço competitivo.