Morder as unhas é um comportamento muito comum no dia a dia, geralmente automático, ligado a ansiedade, estresse e tédio; embora pareça inofensivo, pode esconder questões emocionais importantes e trazer prejuízos físicos, emocionais e sociais que merecem atenção.
O que é onicofagia e por que morder as unhas acontece
Na psicologia, morder as unhas é chamado de onicofagia, um comportamento repetitivo focado no corpo. Ele costuma surgir na infância e muitas vezes está ligado a tensão, nervosismo, irritação ou simples inquietação.
Muita gente relata uma sensação momentânea de alívio ao roer as unhas, como se descarregasse a ansiedade. Em alguns casos, o hábito diminui com o tempo; em outros, persiste e pode se associar a ansiedade, TDAH e quadros depressivos, funcionando como um sinal de alerta.
Quais riscos morder as unhas pode trazer para a saúde
Apesar de ser visto como um costume corriqueiro, roer as unhas pode causar danos físicos importantes. O contato constante entre dentes, unhas e pele facilita a entrada de microrganismos, abrindo espaço para infecções, inflamações e feridas que cicatrizam mal.

Além de prejudicar o crescimento e a estrutura das unhas, o hábito também desgasta o esmalte dentário e pode alterar a mordida. No campo emocional e social, a pessoa muitas vezes sente vergonha das mãos e passa a escondê-las, o que afeta autoestima e segurança em interações cotidianas.
Quando morder as unhas se torna um motivo de preocupação
A onicofagia se torna mais preocupante quando o hábito foge do controle, causando dor, sangramentos e constrangimento intenso. Nesses casos, o ato de roer unhas deixa de ser apenas um costume e passa a sinalizar que algo emocional mais profundo pode estar acontecendo.
Alguns sinais ajudam a identificar quando é hora de buscar ajuda profissional e investigar causas emocionais, prevenindo complicações físicas e psicológicas:
- Unhas sempre muito curtas, quebradas ou com feridas ao redor.
- Dor frequente nas pontas dos dedos ou sensibilidade ao toque.
- Infecções recorrentes na região das unhas e cutículas.
- Vergonha intensa ou evitação de situações em que as mãos ficam expostas.
- Percepção de que morder as unhas ocorre em quase todo momento de tensão ou ansiedade.

Quais estratégias ajudam a parar de morder as unhas
Diminuir ou interromper o hábito de morder as unhas exige mais do que “força de vontade”: é preciso mexer na rotina, nos gatilhos emocionais e no modo de lidar com a ansiedade. Como o comportamento costuma ser automático, técnicas que tragam consciência ao gesto são especialmente úteis.
Entre as estratégias mais usadas por profissionais, estão:
- Produtos com sabor amargo: esmaltes específicos lembram o cérebro a evitar o ato.
- Barreiras físicas: luvas, curativos ou unhas postiças dificultam o acesso às unhas.
- Cuidados estéticos: manter as unhas feitas aumenta a atenção e reduz o impulso de roê-las.
- Técnicas de manejo da ansiedade: respiração, pausas e relaxamento ajudam a reduzir a tensão.
- Substituição do hábito: objetos como bolinhas antiestresse oferecem uma descarga menos agressiva.
Por que levar a onicofagia a sério e buscar ajuda agora
Morder as unhas não é “apenas um jeito” de lidar com o nervosismo; é muitas vezes um pedido silencioso do corpo por cuidado emocional. Ao entender os gatilhos e procurar suporte, você protege sua saúde física, sua autoestima e sua qualidade de vida como um todo.
Se você sente que perdeu o controle sobre esse hábito, que ele te machuca ou te envergonha, não espere piorar: procure um psicólogo ou psiquiatra o quanto antes e marque uma consulta ainda nesta semana. Cuidar disso agora pode evitar anos de sofrimento silencioso e ser o primeiro passo para retomar o controle sobre suas emoções e seu corpo.




