A Lei de Regionalização do Saneamento em Minas Gerais cria blocos regionais para água e esgoto, alinhando o estado ao marco nacional. O modelo amplia investimentos, condiciona acesso a recursos federais e fixa metas até 2033.
A nova Lei de Regionalização do Saneamento em Minas Gerais reorganiza a prestação de água e esgoto no estado e inicia uma adaptação obrigatória às metas nacionais de universalização, com impactos diretos para municípios, investimentos, saúde pública e acesso a recursos federais.
O que muda com a regionalização do saneamento em Minas Gerais?
A lei divide o estado em blocos regionais de saneamento, permitindo que cidades grandes e pequenas compartilhem contratos e investimentos, criando um modelo financeiro mais equilibrado e atrativo para concessões de longo prazo.
Essa estrutura busca corrigir desigualdades históricas, garantindo que municípios com menor arrecadação também tenham acesso a água tratada e tratamento de esgoto, mesmo sem capacidade de investimento individual.

Por que o estado adotou esse modelo de blocos regionais?
A regionalização atende às exigências do Marco Legal do Saneamento, que condiciona o acesso a recursos federais à adoção de modelos eficientes e financeiramente sustentáveis. Entre os principais objetivos do modelo adotado, estão os seguintes.
- Ganho de escala: licitações conjuntas tornam os projetos mais atrativos para grandes operadores.
- Subsídio cruzado: a arrecadação de centros urbanos financia obras em cidades menores.
- Segurança jurídica: contratos regionalizados reduzem riscos e destravam investimentos.
Quais metas os municípios mineiros terão de cumprir até 2033?
A legislação estadual incorpora metas alinhadas ao marco federal, estabelecendo prazos rígidos para expansão dos serviços e melhoria contínua da eficiência operacional das concessionárias.
O foco está na ampliação do abastecimento de água potável, no avanço do tratamento de esgoto e na redução das perdas nas redes, hoje responsáveis por grande desperdício de água.

Como a regionalização impacta saúde e economia local?
O saneamento é um dos principais instrumentos de prevenção em saúde, reduzindo doenças de veiculação hídrica e internações hospitalares, além de melhorar indicadores ambientais e sociais.
Do ponto de vista econômico, a expansão da infraestrutura impulsiona a construção civil, gera empregos e contribui para a valorização imobiliária em bairros antes sem cobertura adequada.
Qual será o papel da agência reguladora nesse novo modelo?
A agência estadual de regulação passa a exercer papel central na fiscalização e no equilíbrio do sistema, garantindo que metas, tarifas e padrões de qualidade sejam cumpridos nos blocos regionais.
- Fiscalização das metas: acompanhamento contínuo do desempenho dos serviços.
- Regulação tarifária: definição de tarifas compatíveis com investimentos e renda local.
- Aplicação de sanções: penalidades em casos de descumprimento contratual.
O que o cidadão pode esperar dessa mudança no dia a dia?
Para a população, a regionalização representa a perspectiva concreta de mais saúde, dignidade e qualidade de vida, com serviços mais regulares e redução de riscos sanitários.
No médio prazo, a expectativa é de obras simultâneas em diversas regiões do estado, promovendo uma transformação estrutural que aproxima Minas Gerais das metas nacionais de saneamento e desenvolvimento social.




