Durante muitos anos, a televisão brasileira foi marcada por apresentadoras que ocupavam o centro da programação, estampavam capas de revistas e influenciavam o comportamento de diferentes gerações. Hoje, muitas dessas figuras vivem realidades bem distintas, seja por mudanças no mercado, por escolhas pessoais ou por situações que fugiram ao controle. A trajetória de nomes como Mara Maravilha, Xuxa Meneghel, Márcia Goldschmidt e outras apresentadoras ajuda a entender como a fama na TV brasileira é dinâmica e, muitas vezes, imprevisível, com recomeços discretos, dificuldades financeiras, problemas de saúde e novas formas de atuação fora do padrão tradicional da televisão aberta.
Fama na TV brasileira mudou para as grandes apresentadoras
No vídeo do canal do YouTube @Simonflix, você relembra o auge dessas apresentadoras e entende como mudanças na TV e escolhas pessoais transformaram suas trajetórias ao longo dos anos.
A palavra-chave central deste tema é fama na TV brasileira, que hoje funciona de forma bem diversa daquela dos anos 1980, 1990 e início dos anos 2000. Antes, a apresentadora dependia quase exclusivamente de uma grande emissora, de um programa fixo e de altos índices de audiência, com visibilidade concentrada na TV aberta.
Com o avanço das plataformas digitais, o cenário se fragmentou e a atenção do público se dividiu entre streaming, redes sociais, canais independentes e conteúdos sob demanda. Nesse contexto, profissionais como Mara Maravilha sentiram diretamente os impactos e passaram a se reinventar em formatos menos tradicionais.
Como a fama de apresentadora se transforma ao longo dos anos

A transformação da fama de apresentadoras envolve fatores profissionais, sociais e pessoais que se acumulam com o tempo. No caso de Xuxa Meneghel, que foi um dos maiores fenômenos da TV brasileira, a mudança não significou desaparecimento, mas reposicionamento diante de um público que envelheceu.
Já Márcia Goldschmidt ilustra outro tipo de virada, ao escolher se afastar de vez da televisão e priorizar a vida pessoal. A experiência de Renata Sayuri, conhecida como Kira do “Band Kids”, mostra ainda o peso da saúde mental na carreira de quem cresceu diante do público e hoje atua quase exclusivamente nas redes sociais.
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Quais desafios marcam o pós-fama na televisão brasileira
Quando se observa a fama na TV brasileira sob a perspectiva do “antes e depois”, aparecem desafios recorrentes, como finanças, saúde, envelhecimento, pressão estética e mudança de comportamento do público. Marília Gabriela, por exemplo, mesmo reconhecida por entrevistas marcantes, enfrentou golpes financeiros e investimentos malsucedidos.
No caso de Palmirinha Onofre, a trajetória mostra uma fama construída tardiamente, já na terceira idade, com programas culinários que conquistaram o público. Já Luciana Gimenez representa uma vertente mais recente, com redução de espaço em grade e maior aposta na imagem de influenciadora digital e personalidade de redes sociais.
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Principais fatores que influenciam a queda e a reinvenção na TV

A análise das trajetórias dessas comunicadoras permite identificar elementos que ajudam a explicar por que tantas apresentadoras passam do auge ao afastamento ou à reinvenção. Esses fatores combinam mudanças estruturais do mercado, questões pessoais e escolhas estratégicas de cada profissional ao longo da carreira.
- Mudanças na indústria: reestruturações de emissoras, cortes de custos e aposta em formatos mais baratos ou importados.
- Transformações do público: migração para streaming, redes sociais e consumo sob demanda, reduzindo a centralidade da TV aberta.
- Questões pessoais: saúde física, saúde mental, maternidade, envelhecimento e prioridades familiares.
- Imagem pública: polêmicas, posicionamentos políticos, cancelamentos e desgastes acumulados.
- Gestão financeira: investimentos arriscados, golpes, processos judiciais e perda de patrimônio.
Frente a esse cenário, muitas optam por novas estratégias de carreira para manter relevância ou buscar mais privacidade. Entre as formas de reinvenção, destaca-se a atuação em redes sociais, participações em realities, migração para canais segmentados, lançamento de livros e cursos, além do retiro parcial ou total da vida pública.
As histórias de Mara Maravilha, Andreia Sorvetão, Xuxa Meneghel, Márcia Goldschmidt, Renata Sayuri, Marília Gabriela, Palmirinha Onofre e Luciana Gimenez mostram que a fama na TV brasileira não é estática. O brilho do auge, as dificuldades do pós-fama e as tentativas de recomeço fazem parte de um mesmo percurso, acompanhado de perto por quem cresceu assistindo a essas apresentadoras e ainda guarda suas lembranças na memória coletiva.




