A erva-de-bugre (guaçatonga) contém compostos com ação gastroprotetora, anti-inflamatória e hepatoprotetora. Usada em chá por infusão, auxilia mucosas digestivas, fígado e cicatrização, com uso moderado e cautelas específicas.
A erva-de-bugre, também chamada de guaçatonga, ganhou destaque por unir detox hepático, proteção gástrica e efeito anti-inflamatório. Tradicional no uso indígena e estudada pela fitoterapia moderna, a planta apoia digestão, mucosas e processos de cicatrização.
O que torna a erva-de-bugre tão valorizada na fitoterapia?
A planta reúne compostos bioativos como diterpenos e óleos essenciais, associados à modulação inflamatória e à defesa das mucosas. Essa combinação explica seu uso histórico para estômago sensível, fígado sobrecarregado e desconfortos recorrentes.
Pesquisas acadêmicas em farmacognosia descrevem a Casearia sylvestris como fonte de substâncias com ação gastroprotetora e cicatrizante, reforçando a tradição popular ao indicar suporte natural para tecidos expostos à acidez e inflamação.

Quais são os principais benefícios terapêuticos da planta?
Os efeitos mais citados envolvem proteção digestiva, auxílio ao fígado e controle inflamatório, desde que usados de forma correta. Entre os benefícios reconhecidos por estudos e prática clínica, destacam-se os pontos a seguir.
- Proteção gástrica: ajuda a reduzir agressões ácidas e a preservar a mucosa do estômago.
- Ação hepatoprotetora: favorece a metabolização de gorduras e a eliminação de toxinas.
- Anti-inflamatório natural: contribui para aliviar dores e acelerar a cicatrização.
Como a erva-de-bugre atua no fígado e no estômago?
No fígado, a ação depurativa auxilia enzimas responsáveis pelo processamento de resíduos metabólicos, o que se reflete em menor inchaço e melhor disposição. Esse suporte é citado em revisões de fitoterapia integrativa.
No estômago, a guaçatonga atua como escudo mucoso, reduzindo irritações e favorecendo o reparo tecidual. Estudos experimentais apontam potencial antiulcerogênico, inclusive contra agressões bacterianas comuns no trato digestivo.

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Como preparar e consumir a erva-de-bugre com segurança?
A forma mais indicada é o chá por infusão, preservando os compostos sensíveis ao calor. Para obter efeito terapêutico sem excessos, siga práticas consagradas pela fitoterapia clínica, conforme as orientações abaixo.
- Proporção correta: use 1 colher de sopa de folhas secas para 500 ml de água quente.
- Método adequado: desligue o fogo ao ferver, adicione as folhas e infunda por 10 minutos.
- Consumo orientado: beba 2 a 3 xícaras ao dia, entre refeições ou antes delas.
Quais cuidados e contraindicações devem ser observados?
Apesar de natural, o uso requer cautela. Especialistas em fitoterapia recomendam pausas após ciclos de consumo para evitar sobrecarga renal e ajustar a resposta individual do organismo.
Gestantes e lactantes devem evitar a planta por falta de estudos conclusivos de segurança, e pessoas com uso contínuo de medicamentos precisam de orientação profissional para prevenir interações indesejadas.




