Influenciadora instalou ar-condicionado industrial em casa para aliviar calor, atingiu −2 °C e gerou conta superior a R$ 5 mil. Especialistas alertam que equipamento de câmara fria é inadequado, eleva consumo e traz riscos elétricos e à saúde.
A tentativa de aliviar ondas intensas de calor levou uma influenciadora brasileira a adotar uma solução extrema dentro de casa. O resultado foi um quarto a temperaturas negativas e uma conta de luz que ultrapassou R$ 5 mil, gerando alerta sobre saúde, consumo e decisões técnicas equivocadas.
O que levou à instalação de um ar-condicionado industrial?
A insatisfação com aparelhos residenciais comuns motivou a escolha de um sistema de refrigeração industrial, criado para câmaras frias. O equipamento conseguiu reduzir o ambiente a cerca de -2 °C, algo incompatível com conforto humano contínuo.
Especialistas explicam que fogachos ligados à pré-menopausa são de origem interna. Resfriar excessivamente o ambiente trata apenas o sintoma, sem atuar na causa fisiológica, o que costuma levar a decisões desproporcionais.

Por que equipamentos de frigorífico não funcionam em casas?
O erro central foi técnico. Sistemas industriais são feitos para ambientes isolados e estáveis, enquanto residências têm portas, janelas e trocas constantes de calor. Os principais fatores que explicam o prejuízo estão descritos a seguir.
- Potência excessiva: compressores industriais consomem até dez vezes mais energia que modelos Split Inverter.
- Ciclo contínuo: o motor trabalha sem pausas em residências, elevando drasticamente o consumo mensal.
- Risco elétrico: a fiação doméstica pode não suportar a amperagem, aumentando perigo de curtos e incêndios.
Como o consumo explodiu e virou uma conta de R$ 5 mil?
O uso de uma unidade de câmara fria em casa equivale a manter vários chuveiros elétricos ligados por horas. Enquanto um ar residencial consome poucas centenas de kWh, sistemas industriais ultrapassam 4.000 kWh mensais.
Com tarifas elevadas, esse gasto resulta em valores incompatíveis com o uso doméstico. Técnicos alertam que nenhum planejamento financeiro suporta esse tipo de equipamento fora do ambiente para o qual foi projetado.

Quais alternativas aliviam o calor sem prejuízo?
O caso reforça que conforto térmico e saúde precisam caminhar juntos. Em vez de soluções extremas, abordagens médicas e tecnológicas oferecem melhores resultados, como mostram as opções abaixo.
- Terapia hormonal: avaliação médica pode reduzir fogachos de forma eficaz e duradoura.
- Tecnologia Inverter: mantém temperatura estável com consumo menor durante a noite.
- Hábitos térmicos: tecidos leves e ajuste alimentar ajudam a diminuir gatilhos de calor.
Qual foi o desfecho após o choque financeiro?
Depois do susto, a influenciadora procurou acompanhamento médico e abandonou a solução industrial. O foco passou a ser tratamento adequado, respeitando limites do corpo e da estrutura residencial.
O episódio virou alerta público: improvisos técnicos podem gerar riscos à saúde e ao bolso. Antes de investir em climatização extrema, o caminho seguro envolve médicos e profissionais especializados.




