Há cinco anos, o Brasil deu início a uma campanha que marcaria uma virada crucial na luta contra a COVID-19. Em meados de janeiro de 2021, após a aprovação emergencial das vacinas pela Anvisa, o país começou a trilhar o caminho para o controle da pandemia. Mônica Calazans, enfermeira e participante dos ensaios clínicos, se tornou a figura central ao ser a primeira a receber a vacina no território brasileiro.
O ambiente hospitalar, onde Mônica trabalhava, estava no epicentro do combate à doença e sua experiência como profissional da saúde atuando durante a pandemia conferiu simbolismo ao ato. A primeira dose da Coronavac aplicada no país sinalizou o início de um movimento que prometia esperança em meio ao cenário então devastador da COVID-19.
Como a vacinação progrediu inicialmente?
No dia seguinte ao primeiro evento de vacinação, o processo teve início em todo o país. O Instituto Butantan, que viabilizou a importação das doses iniciais da China, começou também a produção local das vacinas em parceria com a Sinovac. Entre os dias que se seguiram, a Fiocruz movimentou-se rapidamente para garantir o recebimento das 2 milhões de doses da vacina da Oxford/Astrazeneca a partir da Índia, ampliando ainda mais a campanha no Brasil.

Quais grupos foram priorizados na vacinação?
A imunização focou inicialmente nos grupos mais vulneráveis. Trabalhadores de saúde na linha de frente, idosos em instituições de longa permanência, pessoas com deficiência e comunidades indígenas foram os primeiros a serem contemplados. Esses grupos estavam expostos ao risco elevado de complicações e mortalidade pela COVID-19, sobretudo com a circulação da variante Gama, um desafio adicional à crise sanitária da época.
Qual foi o impacto inicial da vacinação no Brasil?
O impacto da vacinação sobre a pandemia começou a ser percebido poucos meses após o início da campanha. Dados do Observatório Covid-19 indicaram uma redução significativa nas hospitalizações e mortes entre a população idosa a partir de abril de 2021. Estima-se que, durante os primeiros sete meses, 165 mil hospitalizações e 58 mil mortes foram evitadas no Brasil devido à vacina.
Quais foram os desafios enfrentados durante a campanha?
A disponibilidade limitada de doses no início foi um dos principais desafios enfrentados na campanha de vacinação. Isso resultou em um progresso lento nos primeiros meses, até que Butantan e Fiocruz conseguissem acelerar a produção nacional das vacinas. A estratégia de vacinação gradativa favoreceu a utilização eficiente dos recursos limitados, maximizando a proteção para os grupos mais em risco.
Como a vacinação impactou a saúde pública no Brasil?
Após um ano, o resultado dos esforços é inegável: 339 milhões de doses aplicadas e 84% da população brasileira vacinada. As estimativas sugerem a prevenção de até 82% das mortes previstas, poupando mais de 300 mil vidas. Essa campanha de imunização destacou a importância da ciência e da colaboração internacional, além de ressaltar a resiliência de um país diante de uma de suas maiores crises sanitárias.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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