Hortelã camomila e gengibre aliviam a má digestão combatendo gases e peso no estômago Enquanto a hortelã relaxa e a camomila acalma o gengibre acelera o metabolismo O uso deve ser moderado em chás ou temperos respeitando restrições médicas
Depois de uma refeição mais pesada, você já sentiu aquela sensação de estômago cheio, desconforto ou até mesmo sono demais? Muitas pessoas vivem isso no dia a dia e, antes de recorrer a remédios, passam a testar soluções simples e naturais, como chás e temperos. Entre as opções mais usadas para aliviar esse incômodo, três plantas ganham destaque: hortelã, camomila e gengibre.
O que torna uma erva realmente boa para a digestão
Uma erva considerada digestiva é aquela que ajuda o corpo a lidar melhor com gases, estufamento, azia leve e sensação de digestão lenta. Isso acontece por causa de compostos naturais que podem ter ação anti-inflamatória, relaxante ou que estimulam a produção de sucos digestivos.
Na prática, essas plantas podem atuar em diferentes momentos da digestão: algumas ajudam o estômago a esvaziar, outras deixam o intestino funcionando de forma mais confortável. O jeito mais comum de usá-las é em forma de chá, mas muitas também entram como tempero em pratos do dia a dia.
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Hortelã é uma das principais ervas para melhorar a digestão
A hortelã é quase sempre lembrada quando o assunto é aliviar desconfortos depois de comer. Suas folhas têm óleos essenciais, como o mentol, que dão sensação de frescor e podem ajudar a relaxar a musculatura do aparelho digestivo, contribuindo em casos de cólicas leves e gases.
No cotidiano, a hortelã aparece em chás, águas aromatizadas, saladas, sucos e pratos salgados. Mesmo sendo bem popular, quem tem refluxo mais forte ou problemas específicos no estômago deve observar como o corpo reage e, se o desconforto for frequente, buscar orientação profissional.
Camomila é aliada suave para conforto gastrointestinal
A camomila é daquelas ervas que muita gente já tem em casa para momentos de descanso e também para aliviar o estômago. Suas flores reúnem compostos com possível efeito calmante e levemente anti-inflamatório, o que pode ajudar em desconfortos abdominais leves.
É comum que a camomila seja usada depois de refeições mais pesadas ou à noite, como um ritual para desacelerar. Pessoas com alergia a plantas da mesma família, como margaridas, precisam ficar atentas e observar com cuidado as reações nas primeiras vezes de uso.
Gengibre pode auxiliar na digestão de forma prática
O gengibre é famoso em casos de resfriado e náusea, mas também pode ser um bom apoio digestivo. Seus compostos são estudados pela possível influência na motilidade gástrica, ajudando o estômago a trabalhar melhor e reduzindo a sensação de peso após comer.
Ele pode entrar em chás, sucos, sopas, caldos e marinadas, sempre em pequenas quantidades. Quem tem gastrite, úlcera ou usa anticoagulantes deve ser mais cauteloso, ajustando a frequência e a quantidade com ajuda de um profissional de saúde.
Como usar hortelã, camomila e gengibre no dia a dia de forma equilibrada
Para quem quer criar uma rotina mais leve para o estômago, é possível montar um “roteiro digestivo” simples com essas três ervas ao longo do dia. A ideia não é exagerar, e sim usar de forma moderada, prestando atenção aos sinais do corpo.
Um exemplo de organização, que pode ser adaptado de acordo com a rotina e orientações profissionais, é o seguinte:
- Manhã: pequena porção de gengibre em sucos ou chás, se bem tolerado;
- Almoço: folhas de hortelã em saladas ou como chá suave após a refeição;
- Tarde: chá de camomila em horário intermediário para um ritmo mais calmo;
- Noite: combinação leve de camomila com hortelã, se não houver contraindicações.
Para você que gosta de aprofundar, separamos um vídeo do canal Dr Juliano Teles com dicas de consumo de ervas que vão auxiliar a digestão:
Cuidados importantes ao usar ervas para melhorar a digestão
Embora hortelã, camomila e gengibre sejam naturais e muito usadas, isso não significa que estejam liberadas sem limites. É importante observar se aparecem sintomas como dor forte, queimação intensa, enjoos frequentes ou sangramento, situações em que a avaliação médica é essencial.
Alguns cuidados gerais ajudam a deixar o uso dessas ervas mais seguro no dia a dia:
- Evitar exageros na quantidade de chá ou tempero, especialmente em uso diário;
- Consultar profissional de saúde em caso de gravidez, amamentação ou doenças crônicas;
- Checar possíveis interações com remédios de uso contínuo, como anticoagulantes;
- Usar as ervas como complemento, e não substituto, de uma alimentação equilibrada.
Quando utilizadas com consciência, essas três ervas podem ser boas aliadas para um dia a dia mais leve, especialmente se vierem acompanhadas de refeições mais naturais, boa mastigação, hidratação adequada e respeito aos limites do próprio corpo.




