A borra de café é um adubo orgânico rico em nitrogênio mas exige cuidado deve ser seca e misturada ao solo para evitar mofo e acidez excessiva Embora beneficie plantas como azaleias e samambaias seu uso exagerado pode compactar a terra.
Você já fez um café bem gostoso, olhou para a borra que sobrou e pensou: “Será que isso serve para adubar minhas plantas?” Essa dúvida é muito comum entre quem cuida de vaso na varanda, horta no quintal ou até um simples vasinho de ervas na cozinha. A borra de café parece uma solução mágica, mas, se usada do jeito errado, pode mais atrapalhar do que ajudar o seu jardim.
Por que a borra de café nas plantas se tornou tão popular
A borra de café é um resíduo orgânico fácil de conseguir, gratuito e que normalmente iria direto para o lixo. Descobrir que ela pode ter nutrientes interessantes para as plantas, como nitrogênio e potássio, faz muita gente enxergá-la como um “adubo caseiro” sempre à mão. Além disso, alguns estudos indicam que a borra pode ajudar a melhorar levemente a estrutura do solo quando bem misturada.
Além disso, a ideia de reaproveitar a borra combina com um estilo de vida mais sustentável. Nas redes sociais, porém, o assunto muitas vezes aparece em vídeos rápidos, sem falar de quantidades, tipos de planta ou cuidados necessários, o que acaba gerando exageros e alguns problemas no jardim. Também é comum que se ignore que a borra tem uma ação lenta, e que seus nutrientes não substituem um manejo de adubação completo.
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Quais são os principais riscos do uso excessivo de borra de café
Quando usamos borra de café demais, o solo pode ficar mais ácido com o tempo. Em vasos pequenos isso acontece ainda mais rápido, e as plantas podem responder com folhas amareladas, crescimento fraco e aspecto geral de cansaço. Em solos já pobres ou mal drenados, esse desequilíbrio pode ser percebido em poucas semanas, exigindo correções de pH e melhorias na drenagem.
O excesso de nitrogênio estimula muitas folhas e poucas flores e frutos. Já uma camada grossa de borra sobre o solo pode formar crosta endurecida, dificultar a passagem de ar e água e favorecer fungos e mofo, especialmente em ambientes úmidos e solos já compactados. Em casos extremos, essa crosta pode até sufocar as raízes mais superficiais e atrapalhar a germinação de sementes.
Para você que gosta de plantas, separamos um vídeo do canal Mundo Agro com dicas para usar o café nas plantas:
Como usar borra de café nas plantas de forma segura no dia a dia
A borra de café pode ser uma aliada importante se for usada com moderação e do jeito certo. Em vez de jogar diretamente sobre o vaso com frequência, o ideal é tratá-la como um ingrediente extra, misturado a outros materiais orgânicos e sempre em pequenas quantidades. Em jardins maiores, ela pode ser incorporada em canteiros, sempre bem distribuída e misturada ao solo.
Veja algumas orientações simples que ajudam a aproveitar a borra sem prejudicar suas plantas:

Quais plantas costumam se adaptar melhor à borra de café
Algumas espécies gostam mais de solos levemente ácidos e tendem a aceitar melhor pequenas quantidades de borra. É o caso de muitos arbustos ornamentais, plantas de folhagem e algumas frutinhas de clima mais ameno, desde que o uso seja sempre moderado. Em jardins sombreados, a borra costuma ser melhor aceita quando bem misturada ao solo, evitando camadas superficiais grossas.
Azaleias, hortênsias azuladas, camélias, samambaias e morangueiros são exemplos que costumam conviver bem com essa prática. Já plantas que preferem solo neutro ou alcalino, como muitas ervas aromáticas e algumas hortaliças, podem reagir mal a aplicações repetidas. Nesses casos, é melhor priorizar adubos específicos e usar a borra apenas em testes pontuais, observando sempre a resposta da planta.




