Golpes da restituição do IR usam IA para criar mensagens, sites e vídeos falsos antes da declaração. A Receita não cobra taxas nem envia links; contatos fora do Gov.br indicam fraude e risco de roubo de dados.
O golpe da restituição do Imposto de Renda ganhou nova sofisticação com o uso de Inteligência Artificial. Mensagens convincentes, sites falsos e até vídeos adulterados estão sendo usados para enganar contribuintes ansiosos por valores a receber.
Por que esse golpe se espalhou antes do período de declaração?
Criminosos exploram o intervalo entre janeiro e março, quando muitos contribuintes ainda não declararam, mas acreditam ter restituições esquecidas. A expectativa pelo calendário oficial cria terreno fértil para promessas de liberação antecipada.
Além disso, o avanço de tecnologias como deepfakes e páginas idênticas ao Gov.br faz com que a fraude pareça legítima, reduzindo a desconfiança inicial e levando a fornecimento de dados sensíveis.

Quais são os sinais mais claros do golpe da restituição?
As fraudes seguem um roteiro técnico bem definido e repetitivo. Identificar esses padrões é essencial para evitar perdas financeiras e roubo de identidade digital, como nos principais sinais listados a seguir.
- Taxa de liberação: pedido de pagamento via Pix para “antecipar” restituição inexistente.
- Contato informal: mensagens por WhatsApp, SMS ou e-mail com links diretos.
- Domínio falso: endereços parecidos com oficiais, mas fora do padrão .gov.br.
Como funciona a comunicação verdadeira da Receita Federal?
A Receita utiliza exclusivamente canais institucionais para qualquer interação com o contribuinte. Não há envio de links diretos nem solicitações de dados fora do ambiente autenticado do sistema oficial.
Consultas, notificações e informações sobre restituição do IR ficam restritas ao portal e-CAC ou ao aplicativo oficial, sempre exigindo login seguro e nunca solicitando pagamentos prévios.

Quais práticas blindam seus dados contra esse tipo de fraude?
Manter uma rotina mínima de segurança digital reduz drasticamente o risco de cair nesse tipo de crime. As medidas preventivas mais eficazes são simples, mas precisam ser seguidas à risca, como as abaixo.
- Acesso direto: digitar o endereço oficial no navegador, sem usar buscadores.
- Autenticação em duas etapas: ativar o segundo fator no Gov.br.
- Ceticismo digital: desconfiar de vídeos, promessas fáceis e prazos urgentes.
O que fazer se você já caiu no golpe da restituição?
Ao perceber que forneceu dados ou realizou pagamento, a reação imediata reduz danos futuros. O primeiro passo é registrar o ocorrido para criar histórico de proteção ao CPF.
Procure o banco para tentar recuperação via Mecanismo Especial de Devolução, altere senhas imediatamente e registre boletim de ocorrência. Essas ações são essenciais para evitar novos prejuízos e responsabilizações indevidas.




