O reajuste no salário mínimo regional do Rio Grande do Sul para 2026 altera diretamente a remuneração de milhares de trabalhadores no estado. Com aumento de 8% em relação à tabela anterior, os novos pisos variam entre R$ 1.789,04 e R$ 2.267,27, de acordo com a atividade exercida, mantendo-se acima do salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621,00 para 2026.
Como funciona o salário mínimo regional do Rio Grande do Sul em 2026
O piso regional gaúcho é uma referência obrigatória para empregadores que não possuem piso definido em convenção, acordo coletivo ou lei federal específica. Ele garante um valor mínimo diferenciando categorias como empregados domésticos, trabalhadores da agricultura, técnicos de nível médio e funcionários de diversos ramos da indústria.
Na prática, o salário mínimo regional não substitui o nacional, mas o complementa. Ele só se aplica às categorias sem piso próprio, servindo como patamar que não pode ser desrespeitado e que costuma ser ponto de partida em negociações trabalhistas e acordos coletivos.

Quais são as faixas do salário mínimo regional do RS em 2026
Para 2026, o salário mínimo regional do RS foi organizado em cinco faixas salariais, cada uma ligada a grupos de atividades econômicas. Os novos pisos, que superam o salário mínimo nacional de R$ 1.621,00, são divididos em cinco faixas conforme a categoria profissional:
- Faixa 1: R$ 1.789,04 (ex: agricultura, pecuária, empregados domésticos).
- Faixa 2: R$ 1.830,13 (ex: indústrias do vestuário, calçados e fiação).
- Faixa 3: R$ 1.871,50 (ex: indústrias de mobiliário, construção civil e comércio).
- Faixa 4: R$ 1.945,67 (ex: indústrias metalúrgicas, gráficas e de mineração).
- Faixa 5: R$ 2.267,27 (ex: técnicos de nível médio, tanto no setor público quanto no privado).

Quais são as principais diferenças entre o piso regional e o salário mínimo nacional
Em 2026, o piso regional do Rio Grande do Sul permanece acima do salário mínimo nacional em todas as faixas. Enquanto o valor federal é de R$ 1.621,00, o menor piso estadual parte de R$ 1.789,04, com diferença que pode chegar a mais de R$ 600,00 nas faixas mais altas.
Além da diferença nominal, também variam o percentual de reajuste e o alcance de cada regra. Abaixo, veja um resumo dos principais contrastes entre o salário mínimo regional gaúcho e o piso nacional em 2026:
- Valores nominais: Nacional em 2026: R$ 1.621,00; regional no RS: de R$ 1.789,04 a R$ 2.267,27.
- Diferença por faixa: Excedente de R$ 168,04 na Faixa 1 e de R$ 646,27 na Faixa 5 em relação ao piso federal.
- Reajuste aplicado: 6,79% no piso nacional, contra 8% na tabela regional gaúcha.
- Abrangência: Piso regional aplicado apenas a categorias sem piso em convenção ou lei específica.
Qual é a base legal do salário mínimo regional do Rio Grande do Sul em 2026
Os valores em vigor para o salário mínimo regional do Rio Grande do Sul em 2026 foram definidos pela Lei Estadual nº 16.311, de 10 de junho de 2025, sancionada pelo governador Eduardo Leite. A norma entrou em vigor em junho de 2025 e passou a balizar contratos de trabalho de acordo com cada faixa.
A existência desse piso regional é autorizada pela Lei Complementar Federal nº 103/2000, que permite aos estados fixarem valores mínimos superiores ao salário mínimo nacional. A lei estadual permanece válida até que outra seja aprovada, e detalhes atualizados podem ser consultados no portal da Assembleia Legislativa e no Diário Oficial do Estado.
Veja abaixo a tabela com o resuma comparativo com o ano anterior:
Como usar o salário mínimo regional na prática e por que agir agora
Na rotina trabalhista, o salário mínimo regional do RS serve de base para admissões, reajustes e conferência de direitos. O trabalhador precisa identificar sua categoria, verificar a faixa correspondente e comparar o valor registrado em carteira com o piso devido, buscando apoio sindical ou jurídico se houver pagamento abaixo do mínimo.
Não espere perceber a diferença apenas no fim do mês: confira hoje mesmo se o seu salário está alinhado ao piso regional de 2026 e cobre o cumprimento dessas regras com urgência. Cada mês pago abaixo da faixa representa perda real de renda e pode gerar passivos trabalhistas relevantes para empresas, por isso agir agora é essencial para proteger seu bolso e sua segurança jurídica.




