A perda de colágeno no corpo humano está ligada ao envelhecimento da pele, à diminuição da mobilidade e ao desconforto nas articulações. Com o passar dos anos, essa proteína estrutural deixa de ser produzida na mesma intensidade, afetando a aparência e o funcionamento de diferentes tecidos, como pele, ossos, músculos, cartilagens e vasos sanguíneos.
O que é colágeno e qual a sua importância para o corpo?
Separamos esse vídeo do @Cardio DF — Cardiologia e saúde cardiovascular em Brasília (DF) para complementar o conteúdo e aprofundar, de forma clara, como a perda de colágeno acontece ao longo do tempo, quais hábitos aceleram esse processo e o que realmente ajuda a preservar pele, articulações e tecidos de sustentação.
O colágeno é uma proteína estrutural que dá sustentação, firmeza e elasticidade aos tecidos. Representa grande parte do peso seco da pele e está presente em ossos, cartilagens, discos da coluna, dentes, córnea, paredes dos vasos sanguíneos e em boa parte do tecido conjuntivo.
Para formar essa proteína, o organismo utiliza principalmente três aminoácidos: glicina, prolina e hidroxiprolina. Vitaminas e minerais específicos, como a vitamina C, o zinco e o cobre, participam da reação que transforma esses aminoácidos em fibras de colágeno bem organizadas.
Quais são os principais sinais da perda de colágeno?
A perda de colágeno costuma ocorrer de forma lenta e contínua, sendo muitas vezes associada apenas ao envelhecimento geral. No entanto, diversos sinais específicos podem indicar que essa proteína está em queda e afetando pele, articulações e músculos.
- Rugas mais profundas e flacidez facial ou corporal;
- Pele com menor elasticidade e ressecamento mais frequente;
- Dores articulares ao caminhar, subir escadas ou permanecer muito tempo em pé;
- Desgaste das cartilagens, especialmente em joelhos, quadris e coluna;
- Sensação de rigidez ao acordar ou após períodos prolongados sentado;
- Redução da força muscular e maior risco de lesões em tendões e ligamentos.
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Quais fatores do dia a dia aceleram a perda de colágeno?
Além do envelhecimento natural, diversos fatores de estilo de vida aceleram a degradação das fibras de colágeno. Quando combinados, esses elementos intensificam os sinais de envelhecimento cutâneo e articular, comprometendo a mobilidade e o bem-estar.
- Idade – depois dos 25 anos, a produção tende a cair cerca de 1% ao ano;
- Tabagismo – componentes do cigarro favorecem a quebra do colágeno e diminuem a oxigenação dos tecidos;
- Exposição excessiva ao sol – a radiação ultravioleta danifica fibras de colágeno e elastina na pele;
- Sono insuficiente – o reparo tecidual fica prejudicado quando o descanso não é adequado;
- Consumo elevado de álcool – interfere na absorção de nutrientes usados na síntese proteica;
- Sedentarismo – a falta de movimento reduz estímulos mecânicos que favorecem a manutenção das fibras;
- Açúcar e carboidratos refinados – em excesso, favorecem processos de glicação, tornando o colágeno mais rígido e menos funcional.
Quais alimentos favorecem a produção natural de colágeno?

A alimentação tem papel central na reposição natural de colágeno, pois fornece aminoácidos, vitaminas e minerais usados na síntese dessa proteína. Uma dieta variada ajuda a proteger as fibras já existentes e a estimular a formação de novas estruturas de sustentação.
- Fontes de vitamina C – pimentões, frutas cítricas, frutas vermelhas, goiaba, acerola e outras frutas tropicais;
- Alimentos ricos em zinco e cobre – castanha de caju, sementes de gergelim, chia e cacau em pó;
- Leguminosas – feijões, lentilhas, ervilhas e grão-de-bico, que oferecem proteínas vegetais e glicina;
- Fontes de enxofre – alho, cebola, brócolis e repolho, que auxiliam na proteção das fibras já formadas;
- Vegetais coloridos – tomates e folhas verdes como couve e espinafre, ricos em antioxidantes.
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O suplemento de colágeno é realmente necessário?
O uso de suplementos de colágeno tem se tornado mais comum, sobretudo entre pessoas preocupadas com a saúde da pele e das articulações. No entanto, recomenda-se avaliar primeiro a qualidade da alimentação, dos hábitos diários e de possíveis deficiências nutricionais.
Alguns estudos sugerem que o colágeno hidrolisado e o colágeno tipo II podem auxiliar na elasticidade da pele, na hidratação e na redução de desconfortos articulares. Ainda assim, a suplementação deve ser vista como complemento, indicada por profissional habilitado, e não como substituto de um estilo de vida saudável e consistente.




