Plantas como hortelã, gengibre e erva-doce são aliadas contra azia e gases. Elas relaxam a musculatura digestiva e reduzem náuseas, devendo ser usadas como complemento a hábitos saudáveis e sob orientação em casos de refluxo.
Quem nunca sentiu aquela azia depois de uma refeição pesada, ou ficou com a barriga estufada sem saber bem o porquê? Em muitos lares, antes mesmo de pensar em remédio, a primeira escolha ainda é um chazinho: hortelã, gengibre, erva-doce… Essas plantas, usadas há gerações, seguem ganhando espaço como aliadas naturais no alívio de azia, má digestão, gases e sensação de estômago pesado, sempre como complemento – e não substituto – das orientações médicas e de hábitos de vida mais equilibrados
Hortelã no sistema digestivo e em quais situações é mais útil
A hortelã é tão presente na cozinha brasileira que muita gente recorre a ela automaticamente quando sente o “estômago pesado”. O mentol, um de seus principais compostos, pode ajudar a relaxar levemente a musculatura do trato digestivo, facilitando a eliminação de gases e aquela sensação de cólica mais leve, especialmente após refeições ricas em gorduras.
No alívio de desconfortos gastrointestinais, o chá de hortelã costuma ser tomado depois de refeições mais gordurosas ou muito volumosas. Muitas pessoas gostam de combinar hortelã com camomila ou erva-doce, criando misturas digestivas caseiras, embora quem tenha refluxo intenso ou sensibilidade a bebidas quentes precise observar bem como o corpo reage. Em alguns casos, o consumo exagerado pode piorar o refluxo, exigindo acompanhamento profissional.
- Formas comuns de uso da hortelã: chás, folhas frescas em pratos e sucos, óleos essenciais diluídos com orientação profissional.
- Possíveis benefícios digestivos: ajuda na eliminação de gases, sensação de relaxamento abdominal leve, apoio na digestão de refeições gordurosas.
- Cuidados: atenção em casos de refluxo, hipersensibilidade a mentol e uso de certos medicamentos.
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Como o gengibre pode aliviar desconfortos gastrointestinais
O gengibre é famoso entre quem sofre com enjoo em viagens ou náuseas ocasionais. Seus compostos ativos, como gingerol e shogaol, podem influenciar a movimentação do intestino e a produção de secreções digestivas, ajudando o organismo a processar melhor os alimentos e reduzindo a sensação de enjoo leve em várias situações.
Além de ajudar nas náuseas, o gengibre costuma ser associado a uma digestão um pouco mais eficiente, especialmente quando há muita gordura envolvida. É comum aparecer em chá de gengibre, sucos ou como tempero de carnes, sopas e refogados, o que facilita o uso diário em pequenas quantidades, sempre com cuidado extra em pessoas com problemas de coagulação ou uso de anticoagulantes. Nesses casos, é fundamental conversar com um profissional de saúde antes de aumentar o consumo.
Erva-doce é uma planta digestiva realmente eficaz
A erva-doce, com seu aroma doce e suave, é outra queridinha entre as plantas digestivas. Suas sementes concentram óleos essenciais, como o anetol, frequentemente associados à redução de gases e da sensação de inchaço abdominal, especialmente em situações de fermentação excessiva após as refeições.
Muita gente recorre ao chá de erva-doce para aliviar cólicas intestinais leves, inclusive em crianças, desde que dentro das orientações pediátricas. O sabor agradável facilita o consumo, e não é raro encontrar a erva-doce combinada com hortelã em lojas de produtos naturais, em misturas voltadas ao alívio geral de desconfortos gastrointestinais. Ainda assim, é importante evitar exageros e observar possíveis sinais de alergia ou intolerância individual.
- Sementes inteiras para infusão em água quente.
- Erva-doce em sachês, prática para o dia a dia.
- Óleo essencial diluído, sempre com orientação adequada.
Para você que quer aprofundar, separamos um vídeo do canal YUCCA PLANTAS com dicas de plantas que auxiliam a sua digestão:
Como incluir hortelã gengibre e erva-doce na rotina com segurança
Para aproveitar bem as plantas digestivas sem correr riscos, vale ficar atento à quantidade ingerida, à frequência e à interação com remédios que você já usa. Se os sintomas forem fortes ou persistentes – como dor intensa, perda de peso sem explicação ou sangramentos –, o chá não substitui uma consulta médica e uma investigação mais completa.
Uma forma simples de usar hortelã, gengibre e erva-doce é colocá-los no dia a dia em porções moderadas, observando sempre como o corpo reage. Um chá após refeições mais pesadas, gengibre como tempero e erva-doce em infusões noturnas podem trazer mais conforto digestivo, desde que acompanhados de alimentação equilibrada, boa mastigação e, quando necessário, orientação profissional para ajustar doses e evitar interações medicamentosas.




