A prevalência de doenças crônicas no Brasil tem demonstrado um aumento significativo ao longo dos anos, refletindo mudanças no estilo de vida e nos hábitos alimentares da população. Entre 2006 e 2024, a prevalência de diabetes entre adultos registrou um aumento de 153%, passando de 5,5% para 12,9%. Este dado é particularmente preocupante quando analisamos a população idosa, onde três em cada dez pessoas com 65 anos ou mais já foram diagnosticadas com a doença.
A Hipertensão Arterial também segue essa tendência de crescimento, saltando de 22,6% para 29,7% no mesmo período. Destaca-se que a incidência é maior entre as mulheres e entre aqueles com menor nível de escolaridade. Esse cenário ressalta a importância de programas de educação em saúde voltados para a prevenção e controle dessas condições.
Quais fatores contribuem para o aumento das prevalências de diabetes e hipertensão no Brasil?
Os principais fatores que contribuem para o aumento das prevalências de diabetes e hipertensão incluem alterações nos hábitos alimentares e a prática reduzida de atividade física. O consumo inadequado de frutas e hortaliças piorou nos últimos anos, com uma queda na porcentagem de pessoas que consomem esses alimentos regularmente. Em 2008, cerca de 33% dos brasileiros tinham uma alimentação balanceada, enquanto em 2024 este valor caiu para 31,4%. Esta redução indica uma tendência preocupante, já que uma dieta rica em alimentos frescos é essencial para a prevenção dessas condições crônicas.
Como a alimentação inadequada impacta a saúde dos brasileiros?
A alimentação inadequada tem um impacto direto na saúde da população, contribuindo para o aumento da obesidade e, consequentemente, de doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Apenas 21% dos brasileiros atendem à recomendação de consumir cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças, um número que praticamente não mudou desde 2008. A situação é ainda mais crítica entre aqueles com níveis mais baixos de escolaridade, onde o consumo adequado é limitado a 15,4%. Estas estatísticas reforçam a necessidade de campanhas de conscientização para promover hábitos alimentares saudáveis.

Qual é o impacto da escolaridade no consumo alimentar?
O nível de escolaridade tem um papel fundamental nos hábitos alimentares. Pessoas com ensino superior completo tendem a ter um maior consumo de frutas e hortaliças, atingindo 30% de adequação ao recomendado. Em contraste, aqueles com ensino fundamental incompleto apresentam um consumo significativamente inferior, evidenciando como a educação influencia decisões relacionadas à saúde. Este dado destaca a importância de incluir nutrição e saúde como temas fundamentais nas políticas educacionais.
Como a prática de atividades físicas pode ajudar na prevenção dessas doenças?
A introdução de atividades físicas regulares na rotina diária é essencial para prevenir o desenvolvimento de doenças crônicas. O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para diabetes e hipertensão, condições que podem ser melhor controladas através de exercícios físicos regulares. O estímulo à prática de atividades físicas dentro das comunidades, escolas e locais de trabalho deve ser uma prioridade na agenda de saúde pública, a fim de reduzir a carga dessas doenças na população brasileira.
Com a crescente prevalência de diabetes e hipertensão no Brasil, é imperativo implementar estratégias abrangentes que promovam um estilo de vida mais saudável. Tais medidas devem incluir o incentivo à educação nutricional, a promoção de atividades físicas e o acesso facilitado a alimentos frescos e de qualidade, destacando a importância de intervenções efetivas para melhorar a saúde pública no país.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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