A gordura no fígado, ou esteatose hepática, vem sendo observada cada vez com mais frequência em consultas de rotina e exames de imagem. Na maior parte das vezes, essa alteração é descoberta por acaso, já que, em fases iniciais, tende a não causar dor nem mal-estar evidente. Mesmo assim, trata-se de um sinal de alerta importante, pois indica que o fígado está lidando com excesso de gordura e pode ter parte de suas funções comprometida ao longo do tempo, especialmente em pessoas com estilo de vida sedentário, sono irregular e alto consumo de ultraprocessados e bebidas açucaradas.
O que é gordura no fígado e por que essa condição preocupa
Separamos este vídeo do @Cardio DF — Cardiologia e saúde cardiovascular em Brasília (DF) porque ele esclarece quais bebidas favorecem ou prejudicam a gordura no fígado, ajudando a orientar escolhas mais seguras no dia a dia e na prevenção da esteatose hepática.
A gordura no fígado aparece quando mais de 5% do órgão passa a ser composto por gordura armazenada em suas células. Inicialmente, é uma resposta ao excesso de energia circulando no sangue, sobretudo de açúcar e gordura, mas o acúmulo prolongado pode levar à inflamação crônica, fibrose, cirrose e até câncer de fígado.
Nem todas as pessoas com esteatose apresentam o mesmo risco de evolução, porém alguns fatores agravam o quadro: sobrepeso, circunferência abdominal aumentada, histórico de diabetes, triglicerídeos altos e consumo frequente de álcool. Crianças e adolescentes que ingerem muitos refrigerantes e sucos adoçados também entram em grupo de atenção e merecem rastreio precoce.
Quais bebidas pioram a gordura no fígado
Entre as bebidas que pioram a gordura no fígado, o álcool é o principal destaque. Mesmo em quantidades consideradas moderadas, seu uso frequente sobrecarrega o fígado, favorece a produção de gordura nas células hepáticas e aumenta o risco de inflamação, acelerando a progressão do dano em quem já tem esteatose.
Outro grupo relevante é o das bebidas ricas em açúcar adicionado, como refrigerantes, sucos de caixinha, chás prontos, energéticos e isotônicos adoçados. Por terem alta concentração de frutose e outros açúcares de rápida absorção, elevam o consumo calórico, facilitam o ganho de peso e aumentam os triglicerídeos, intensificando o depósito de gordura no fígado.
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Quais bebidas ajudam no controle da esteatose hepática
Entre as bebidas boas para gordura no fígado, a água ocupa lugar central. A hidratação adequada facilita o trabalho do fígado na filtragem de substâncias, na metabolização de gorduras e na eliminação de toxinas, e a simples troca de refrigerantes por água já reduz bastante a carga de açúcar diária.
O café preto sem açúcar, consumido com moderação, tem sido associado a menor risco de esteatose e fibrose, graças à cafeína e aos antioxidantes. Chá verde preparado sem açúcar, chás de ervas antioxidantes, água aromatizada sem adoçantes e algumas bebidas fermentadas sem açúcar, como kefir e kombuchá, podem complementar o cuidado, sempre com orientação profissional.
Como organizar uma rotina de bebidas para proteger o fígado

A organização da rotina diária facilita muito a proteção contra a gordura no fígado. Definir metas simples, como manter uma garrafa de água sempre por perto e reduzir gradualmente refrigerantes e sucos industrializados, ajuda a criar novos hábitos e a diminuir o excesso de calorias líquidas.
Algumas estratégias práticas podem ser incorporadas no dia a dia para apoiar o fígado e melhorar a saúde metabólica como um todo:
- Priorizar água ao longo do dia, fracionando a ingestão em pequenos goles.
- Reservar o café preto simples para horários de maior sonolência, evitando excessos.
- Introduzir chás naturais sem açúcar entre as refeições, como opção às bebidas adoçadas.
- Evitar bebidas alcoólicas, principalmente o consumo contínuo ou em grandes quantidades.
- Reduzir ao máximo refrigerantes, sucos industrializados e bebidas lácteas muito doces.
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Quando buscar ajuda profissional para gordura no fígado
Pessoas com sobrepeso, pressão alta, colesterol alterado, pré-diabetes ou diabetes tipo 2 formam um grupo em que a investigação de esteatose hepática costuma ser indicada. O ultrassom de abdômen é geralmente o primeiro exame para detectar gordura no fígado, podendo ser complementado por exames laboratoriais e métodos de imagem mais avançados.
O acompanhamento regular com médicos e nutricionistas permite definir metas realistas de mudança de hábitos e ajustar o plano alimentar e medicações que possam interferir no fígado. Em casos mais graves, podem ser indicadas terapias específicas ou cirurgias para perda de peso, mas o controle diário das bebidas consumidas continua sendo um dos pilares básicos de prevenção e tratamento.




