O inchaço nos pés ao final do dia é um sintoma comum na rotina de muita gente e, por isso, acaba sendo facilmente ignorado. Geralmente, está ligado a fatores simples, como longos períodos sentado, calor intenso ou uso de calçados apertados. No entanto, quando o edema aparece com frequência e demora a melhorar, pode ser um indicativo de que algo na circulação não está funcionando como deveria, exigindo atenção e, em alguns casos, avaliação médica.
O que é o inchaço nos pés e por que ele acontece
Separamos este vídeo do @Dr. André Saúde – Viva Melhor porque ele esclarece quando o inchaço nos pés é apenas circunstancial e quando pode sinalizar alterações importantes na circulação ou no coração.
O inchaço nos pés é o acúmulo de líquido nos tecidos, especialmente na região dos tornozelos, dorso dos pés e, em alguns casos, nas pernas. Esse excesso de líquido surge quando há desequilíbrio entre a quantidade de fluido que sai e retorna aos vasos sanguíneos e linfáticos, favorecido pela gravidade nas partes mais baixas do corpo.
Entre as causas mais frequentes estão o tempo prolongado sentado ou em pé, obesidade, sedentarismo, uso de certos medicamentos, alterações hormonais, problemas nas veias e doenças cardíacas, renais ou hepáticas. Muitas vezes, mais de um fator se combina, como circulação venosa comprometida associada a excesso de sal na alimentação e baixa ingestão de água.
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Quando o inchaço nos pés pode indicar problema no coração
Em algumas situações, o inchaço nos pés ao final do dia está relacionado à dificuldade do coração em bombear o sangue com eficiência. Quando o coração perde parte da sua força de bombeamento, o retorno do sangue das pernas para o tronco fica prejudicado, aumentando a pressão nas veias e favorecendo o extravasamento de líquido para os tecidos ao redor.
Nesses casos, o edema costuma ser bilateral, aparecer quase diariamente e piorar com o passar das horas. Muitas vezes, associa-se a cansaço aos pequenos esforços, falta de ar, necessidade de mais travesseiros para dormir ou despertar noturno com respiração difícil, sugerindo um quadro de sobrecarga circulatória que requer avaliação cardiológica.
- Edema em ambos os pés e tornozelos, recorrente;
- Marcas profundas de meias ou calçados;
- Pele mais brilhante e esticada na região inchada;
- Afundamento da pele ao pressionar com o dedo, voltando lentamente;
- Associação com cansaço, falta de ar ou ganho rápido de peso em poucos dias.
Quando o inchaço nos pés se torna preocupante

Algumas características ajudam a diferenciar um inchaço passageiro de um sinal que merece investigação mais detalhada. É importante observar a frequência, a intensidade e a resposta ao descanso, pois mudanças progressivas podem indicar condições vasculares, cardíacas, renais ou hepáticas.
O edema também merece cuidado especial quando aparece em apenas uma perna, de forma súbita e intensa, especialmente se acompanhado de dor, o que pode sugerir trombose venosa profunda. Já o inchaço constante, associado a cansaço, ganho de peso rápido ou aumento do abdômen, pode indicar comprometimento de órgãos como coração, rim ou fígado, exigindo exames específicos.
- Surge quase todos os dias, mesmo com períodos de descanso;
- Piora progressivamente ao longo das semanas ou meses;
- Demora a melhorar, mesmo ao elevar as pernas;
- Vem acompanhado de dor, vermelhidão ou aumento de temperatura local;
- Está associado a outros sintomas sistêmicos, como falta de ar, palpitações ou dor no peito.
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Quais hábitos ajudam a reduzir o inchaço nos pés
Algumas medidas simples do dia a dia contribuem para aliviar o inchaço nos pés e melhorar a circulação. Ajustes de postura, pausas para movimentar o corpo e atenção à alimentação costumam diminuir a sensação de peso nas pernas e a intensidade do edema ao final do dia.
Essas estratégias não substituem a avaliação médica quando o edema é persistente, mas funcionam como aliadas importantes na prevenção e no controle. Em determinadas situações, profissionais de saúde podem complementar essas orientações com tratamentos específicos.
- Movimentar as pernas: evitar permanecer longos períodos sentado ou em pé parado, levantando-se a cada 1 ou 2 horas.
- Elevar os pés: durante o descanso, manter os pés apoiados em uma superfície mais alta que o quadril por alguns minutos.
- Reduzir o sal: diminuir o consumo de alimentos muito salgados, embutidos e ultraprocessados que favorecem a retenção de líquidos.
- Manter hidratação adequada: ingestão regular de água ao longo do dia auxilia o equilíbrio de líquidos no organismo.
- Usar calçados confortáveis: priorizar sapatos que não comprimam o pé e ofereçam boa sustentação.
- Praticar atividade física leve: caminhadas, bicicleta ergométrica e exercícios na água estimulam o retorno venoso.
Em algumas situações, o uso de meias de compressão pode ser indicado para auxiliar o retorno do sangue das pernas ao coração, principalmente em pessoas com varizes ou que permanecem muito tempo em pé. A escolha do tipo de meia, do tamanho e do nível de compressão deve sempre ser orientada por um profissional habilitado.




