A vida sedentária tem se consolidado como um desafio de saúde pública em 2025, em um cenário em que grande parte das atividades diárias ocorre em frente a telas. O corpo humano, no entanto, continua adaptado para o movimento constante, e longos períodos sentado afetam funções essenciais, favorecendo doenças metabólicas, cardiovasculares e prejudicando o sono e a disposição ao longo do dia.
O que é sedentarismo e qual é a importância da atividade física regular
No vídeo do @Drauzio Varella, você vê como o sedentarismo afeta o corpo, na prática, qual intensidade de movimento realmente faz diferença e como incluir atividade física mesmo em rotinas cheias de telas:
O sedentarismo é caracterizado pela ausência de movimento suficiente ao longo do dia, mesmo quando há breves deslocamentos, como ir do carro ao trabalho ou subir poucos lances de escada. Esse padrão reduz o gasto energético, favorece o acúmulo de gordura corporal e sobrecarrega órgãos vitais, como coração e pulmões.
Em contraste, a prática regular de atividade física auxilia na manutenção da pressão arterial, contribui para o controle da glicemia e preserva a massa muscular, especialmente importante com o passar dos anos. Caminhadas em ritmo acelerado, pedalar para o trabalho e outras ações cotidianas ajudam a manter o metabolismo mais ativo e reduzem o impacto negativo de longos períodos sentado.
Como a intensidade da atividade física influencia os resultados
Estudos internacionais recentes indicam que a intensidade da atividade física é um fator determinante para o condicionamento cardiorrespiratório. Movimentos leves, como caminhadas muito lentas, têm papel positivo, mas exercícios moderados e vigorosos oferecem ganhos mais rápidos, mesmo com 15 a 20 minutos diários.
Uma forma prática de entender a intensidade é observar o ritmo dos passos, o padrão respiratório e a sensação subjetiva de esforço. Esses parâmetros simplificam a adaptação do treino às condições de cada pessoa e ajudam a manter os exercícios em uma faixa segura e eficiente.
- Leve: caminhada tranquila, possível conversar sem dificuldade.
- Moderada: passo constante, respiração mais intensa, mas ainda controlável.
- Vigorosa: ritmo acelerado, fala entrecortada, sensação clara de esforço.
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Como incluir atividade física regular na rotina corrida do dia a dia

A principal barreira relatada por muitas pessoas é a falta de tempo, mas a organização da rotina pode transformar pequenos intervalos em oportunidades de movimento. Em vez de depender apenas de uma sessão longa de treino, é possível distribuir a atividade ao longo do dia com estratégias simples e realistas.
Metas diárias, como atingir determinado número de passos ou cumprir um tempo mínimo em ritmo moderado, funcionam como referência concreta e motivadora. Ao longo das semanas, o corpo tende a responder com maior disposição, fôlego ampliado e redução das dores associadas ao excesso de inatividade.
- Separar blocos de 10 a 15 minutos de caminhada rápida, três vezes ao dia.
- Reservar alguns dias da semana para exercícios mais intensos, como corrida ou bicicleta.
- Utilizar escadas em vez de elevadores em percursos compatíveis com a condição física.
- Planejar pausas ativas no trabalho, com alongamentos e breves deslocamentos.
- Monitorar o total de passos diários, estabelecendo metas progressivas.
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Como a tecnologia pode apoiar a prática de atividade física regular
Relógios inteligentes, pulseiras esportivas e aplicativos de celular passaram a atuar como aliados na criação de hábitos mais ativos. Esses dispositivos registram passos, frequência cardíaca, tempo em cada faixa de intensidade e até períodos prolongados de inatividade, facilitando ajustes na rotina.
Além do registro quantitativo, muitos aplicativos utilizam lembretes, metas diárias e indicadores visuais para estimular a continuidade, como gráficos de “círculos” ou “anéis” que se completam com o objetivo alcançado. No cenário atual, em que o sedentarismo cresce com jornadas prolongadas de estudo e trabalho, movimentar o corpo de forma planejada deixou de ser opcional para quem deseja preservar a qualidade de vida.




