A queda na disposição, a sensação de apagamento interno e a perda de entusiasmo com a própria vida são relatos frequentes entre mulheres a partir dos 35 anos. Embora esse cenário seja muitas vezes associado ao envelhecimento, especialistas em saúde da mulher destacam que, na maioria das vezes, está ligado a uma combinação de fatores hormonais, emocionais e de estilo de vida, o que afeta diretamente a chamada energia feminina, entendida como vitalidade, presença e conexão com o próprio corpo.
O que é energia feminina e por que ela começa a diminuir
Separamos esse vídeo do @Valdirene Jácomo, onde fala sobre como a queda da energia feminina após os 35 não é “falta de força”, mas resultado de hormônios, estresse crônico e uma rotina que ignora os limites do corpo.
A chamada energia feminina engloba a vitalidade física, o equilíbrio emocional, a libido, a criatividade e a sensação de pertencimento ao próprio corpo. A partir dos 35 anos, mudanças hormonais graduais somadas ao estresse crônico podem alterar sono, humor, peso, memória e disposição, contribuindo para a impressão de que algo se perdeu internamente.
Esse esvaziamento tende a acontecer de forma silenciosa, construído ao longo dos anos. A rotina acelerada, a multiplicidade de papéis e a dificuldade em estabelecer limites levam muitas mulheres a viver em constante estado de alerta, o que reduz o ânimo, o desejo e o prazer nas atividades diárias e reforça a percepção de bloqueio da energia feminina.
Quais fatores do dia a dia reduzem a energia feminina
Entre os fatores mais citados estão a sobrecarga de responsabilidades profissionais e familiares, a dificuldade em pedir ajuda, a tendência ao perfeccionismo e a falta de tempo para descanso real. Em muitos casos, a mulher segue em modo automático, atendendo demandas externas e deixando em segundo plano o cuidado pessoal, o que abre espaço para exaustão física e emocional.
Esse padrão de funcionamento contínuo sem pausas reais cria terreno para sintomas como cansaço constante, irritabilidade e sensação de desconexão do próprio corpo. A longo prazo, essa dinâmica pode comprometer a autoestima, a qualidade dos relacionamentos e a percepção de brilho pessoal, reforçando a ideia de perda de energia interna.
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Qual é a relação entre energia feminina e hormônios
Estudos em saúde feminina mostram que hormônios como estrogênio, progesterona, testosterona e ocitocina participam ativamente da regulação da vitalidade. O estrogênio está ligado à sensibilidade, à lubrificação, ao sono e à disposição mental; a progesterona contribui para estabilidade emocional e sensação de calma; a testosterona sustenta desejo sexual, motivação e força física; e a ocitocina se relaciona a vínculos afetivos e acolhimento.
Quando essas substâncias começam a oscilar, seja pela transição para a menopausa, uso de medicamentos, estresse intenso ou doenças associadas, a energia feminina tende a se tornar irregular. Podem surgir irritabilidade, cansaço persistente, queda da libido, dificuldade de concentração e sensação de desconexão do próprio corpo, tornando o acompanhamento médico especializado fundamental para avaliar possíveis ajustes hormonais personalizados.
Como desbloquear a energia feminina no dia a dia

Profissionais que atuam com saúde hormonal da mulher ressaltam que o resgate da energia feminina não se limita a tratamentos médicos. A proposta envolve uma mudança de postura em relação ao próprio corpo, reduzindo a autocrítica, acolhendo limites e prestando mais atenção aos sinais internos, para que o organismo volte a responder com mais disposição e presença.
Alguns cuidados simples na rotina podem favorecer a regulação de hormônios ligados ao estresse, como o cortisol, e apoiar o equilíbrio da energia feminina. Abaixo estão exemplos de práticas cotidianas que contribuem para esse resgate, sem foco em desempenho ou perfeição:
- Movimento consciente: atividades físicas leves a moderadas, como caminhadas, dança, alongamentos ou exercícios funcionais, melhoram circulação, humor e percepção corporal.
- Pausas reais: intervalos curtos ao longo do dia para respirar profundamente, alongar ou silenciar estímulos ajudam a reduzir o estado de alerta constante.
- Rotina de prazer: inserir, de forma planejada, momentos de leitura, música, hobbies ou autocuidado envia ao cérebro sinais de segurança e bem-estar.
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Quais pilares ajudam a manter a energia feminina após os 35 anos
Entre as estratégias mais citadas por especialistas para sustentar a energia feminina ao longo da vida adulta, destacam-se pilares que envolvem o campo físico e emocional. Eles não substituem tratamentos médicos, mas complementam de forma consistente o cuidado com a saúde, ajudando a prevenir desequilíbrios mais intensos.
A mensagem que se consolida em 2025 nos consultórios e espaços de saúde feminina é que a energia feminina não desaparece; ela pode ficar abafada por sobrecarga, falta de escuta interna e desequilíbrios hormonais. Ao reorganizar prioridades, acolher o próprio ritmo, fortalecer redes de apoio e buscar ajuda qualificada quando necessário, torna-se possível reativar essa força interna e construir uma rotina em que vitalidade e bem-estar sejam sustentados de forma mais consciente.




