Depois dos 40 anos, muitas mulheres percebem que o corpo responde de maneira diferente às dietas e aos treinos. Mesmo com esforço contínuo, o emagrecimento fica mais lento, a disposição oscila e a mudança na composição corporal parece travar. Esse cenário costuma gerar frustração, mas está ligado a alterações hormonais e metabólicas dessa fase da vida, e não apenas à força de vontade ou disciplina alimentar, tornando essencial organizar melhor a ingestão de proteínas ao longo do dia.
Por que emagrecer depois dos 40 anos fica mais difícil
Separamos esse vídeo do @Valdirene Jácomo, onde explica por que, depois dos 40, emagrecer depende menos de cortar comida e mais de organizar a ingestão de proteínas para proteger músculos, metabolismo e hormônios.
A partir da quarta década de vida, o organismo feminino passa por mudanças hormonais graduais, intensificadas na transição para a menopausa. Há tendência à perda de massa muscular, redução da densidade óssea e alteração na forma como o corpo armazena e utiliza gordura, com maior acúmulo na região abdominal.
Quando a resposta é apenas “comer menos”, o resultado pode ser o oposto do desejado, com maior perda de massa magra e queda do metabolismo. Cortes exagerados de calorias, baseados em muitos carboidratos e pouca proteína, fazem o corpo queimar músculo, pioram a flacidez e tornam o emagrecimento mais resistente.
Qual é o papel da proteína no emagrecimento depois dos 40
A proteína é um dos principais “tijolos” de construção do corpo, participando da formação e manutenção de músculos, pele, cabelos, ossos e sistema imunológico. Com a queda hormonal típica do envelhecimento, essas estruturas ficam mais vulneráveis, e a ingestão proteica adequada torna-se estratégica para emagrecer com saúde.
No processo de perda de peso, a proteína aumenta a saciedade, reduz picos de insulina e possui maior efeito térmico, elevando discretamente o gasto calórico. Aliada ao treino de força, ela ajuda a preservar ou ganhar massa muscular, protegendo o metabolismo, a funcionalidade diária, a postura e reduzindo o risco de lesões.
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Quais são as melhores fontes de proteína para mulheres acima dos 40
Na rotina alimentar, a proteína pode vir de diferentes origens, e variar as fontes ajuda a melhorar o perfil de nutrientes da dieta. É importante escolher alimentos que ofereçam boa quantidade de proteína por porção e, quando possível, baixo teor de gordura saturada.
Entre as principais fontes proteicas que podem compor o dia a dia estão:
| Fonte proteica | Principais benefícios | Observação para prática |
|---|---|---|
| Ovos | Proteína completa e versátil | Fácil preparo e alto valor nutricional |
| Frango e aves | Alta densidade proteica | Preferir cortes magros |
| Peixes | Proteína + gorduras benéficas | Algumas espécies são ricas em ômega-3 |
| Carnes vermelhas e suínas | Proteína e ferro | Consumir com moderação e cortes magros |
| Laticínios | Proteína e cálcio | Importantes para saúde óssea |
| Suplementos proteicos | Apoio à ingestão diária | Úteis quando a dieta não atinge a meta |
O uso de suplementos não substitui uma alimentação equilibrada, mas pode ser uma ferramenta prática em rotinas corridas ou dificuldade de mastigar grandes volumes. Em casos de doenças renais, pós-cirurgias específicas ou outras condições clínicas, a indicação deve ser individualizada e acompanhada por profissional habilitado.
Como calcular e distribuir a proteína no dia a dia

Como o organismo não armazena proteína da mesma forma que faz com a gordura, distribuir o consumo ao longo do dia é mais eficiente do que concentrar tudo em uma única refeição. Para adultos saudáveis, em contexto de emagrecimento e preservação muscular, usa-se com frequência cerca de 2 gramas de proteína por quilo de peso desejado ao dia.
Na prática, uma pessoa que busca chegar a 60 kg pode ter como meta aproximada 120 g de proteína diária, divididas em 4 ou 5 refeições, considerando a quantidade de proteína do alimento e não o peso cru ou cozido. Organizar o prato com a proteína como protagonista e encaixar carboidratos de boa qualidade e gorduras em menor quantidade ajuda a controlar a fome, reduzir o impacto glicêmico e favorecer um emagrecimento mais gradual e consistente.
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Quem pode se beneficiar da priorização de proteína depois dos 40
A priorização da proteína costuma ser adequada para a maioria dos adultos saudáveis, incluindo mulheres na perimenopausa e na menopausa que buscam perda de peso ou manutenção da saúde. Pessoas com doenças renais, síndromes de má absorção, histórico de cirurgia bariátrica ou atletas de alta desempenho precisam de avaliação individualizada para ajustes finos.
Quando a alimentação deixa de focar apenas em restrição calórica e passa a valorizar a qualidade e a correta distribuição das proteínas, o emagrecimento tende a se tornar mais consistente. Reorganizar o prato com foco em saciedade, preservação muscular e equilíbrio metabólico transforma a resposta do corpo, especialmente em fases da vida marcadas por mudanças hormonais mais intensas.




