MORTES EM SC

Morte em SC: 'mãe de uma das vítimas não consegue nem falar, só chora'

Sem recursos, família providencia exame de sangue da mãe e procuração para que corpo seja liberado e trazido para Guaranésia, em MG

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“Desesperada. Sem saber o que fazer”. Esta é a situação de Sílvia Prado de Oliveira, mãe de Pedro Henrique Prado de Oliveira, um dos quatro mineiros cujos corpos foram encontrados, com marcas de tortura, num cemitério clandestino de uma facção criminosa, de Biguaçu, em Santa Catarina.

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Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, eles foram torturados e executados. Os corpos foram encontrados num local conhecido por ser um cemitério clandestino de uma facção criminosa daquele estado.

Sílvia não consegue falar. Atende o telefone, mas logo começa a chorar. Não consegue falar. A seu lado, o pai, Sílvio Prado, que é quem está cuidando da filha e tomando as providências sobre o resgate do corpo do neto.

“Eu não sei, ainda, o que aconteceu com o Pedro. Nós recebemos um telefonema da Polícia Civil de Santa Catarina, falando da morte dele, mas não deram detalhes. Estamos providenciando a documentação que pediram para que o corpo do meu neto possa vir para cá, Guaranésia, para ser sepultado”, diz Sílvio.

Ele também está abalado. Ver a filha sofrendo, para ele, soa como um castigo. Nós somos pessoas comuns, pacatas, honestas, trabalhadoras. Não merecíamos isso. Nossa família é unida”.

O avô conta que o corpo de Pedro já está no IML (Instituto Médico Legal) de Santa Catarina. “Temos de fazer um exame de sangue na Silvia e enviar o resultado. Não temos condições para ir lá. Fica muito caro. Mas com o exame de sangue, eles podem confirmar que o corpo é do Pedro. Temos de enviar, também, uma procuração, que estamos passando para nossa vizinha, mãe de outro dos meninos”.

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Sílvio lembra de quando Pedro saiu para viajar com os amigos Daniel , Bruno e Guilherme. “Eles foram para lá, para trabalhar no verão, como garçons de uma lanchonete. Era para fazer um pé de meia. Todos os quatro só pensavam em trabalhar. Nada mais. Não entendo como isso foi acontecer”.

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