Homem suspeito de matar a mãe em BH tem prisão preventiva decretada
Audiência de Custódia foi realizada na manhã desta quinta-feira. Além da mãe, o cachorro morreu e um sobrinho de 14 anos ficou ferido
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Em audiência de custódia realizada na manhã desta quinta-feira (22/1), o juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno converteu em preventiva a prisão em flagrante de Cassiano Cosmo Lourenço da Silva, de 42 anos. Ele é suspeito de matar a própria mãe, Francisca de Souza, de 84 anos, e o cachorro da família, além de ferir o sobrinho-neto, de 14 anos, na noite da última segunda (19).
O crime ocorreu no Bairro Piratininga, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Francisca, a mãe, foi morta a pauladas e golpes de um objeto perfurante.
Cassiano foi diagnosticado com esquizofrenia e é dependente químico, segundo consta no inquérito, afirmação feita por um irmão dele. Ele contou, ainda, que Cassiano tem problemas desde os 18 anos, quando passou a sumir de casa por dias. Depois reaparecia, como se nada tivesse acontecido. “Ele saía e só voltava dois ou três dias depois. Daí pra frente foi só piorando”, diz o irmão.
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Veja o despacho do juiz
“Acolho o parecer ministerial e converto a prisão em flagrante do autuado Cassiano Cosmo Lourenço da Silva, qualificado nos autos, em preventiva, nos termos dos artigos 310 e 312 do CPP Código de Processo Penal).
Expeça-se mandado de prisão preventiva para o devido cumprimento, registrando-o no Banco Nacional de Monitoramento Penal (BNMP), constando-se o prazo prescricional de 20 anos.
Oficie-se à Vara de Execuções Criminais (VEC) onde o autuado cumpre pena, comunicando-lhe acerca da prisão, do inteiro teor do Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD), bem como da presente decisão, preferencialmente por meio eletrônico.
Oficie-se à Unidade Prisional, com urgência, para que forneça ao autuado atendimento médico e medicamentoso que se fizer necessário, inclusive psiquiátrico, diante do relato da defesa de que o autuado faz uso de medicação de uso contínuo.
Oficie-se, ademais, ao Programa de Atendimento Integral - Pessoa Jurídica (PAI-PJ) para acompanhamento do caso. Tratando-se de crimes praticados com violência contra a pessoa e diante do histórico criminal do autuado, que ostenta condenação por crime contra a liberdade sexual, oficie-se ao Diretor do Estabelecimento Prisional em que se encontra acautelado o autuado a fim de que seja ele conduzido ao Instituto médico Legal (IML), no prazo máximo de 10 dias”.
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Problemas até a morte
A família afirma que Cassiano teria tido um surto violento e chegado a isolar as vítimas na varanda da casa.
No inquérito consta, também, que Cassiano chegou a morar em Lagoa Santa, de onde teve que sair devido a conflitos com vizinhos. Estes, aliás, ligaram para a família de Cassiano pedindo que fossem buscá-lo, pois estava criando vários problemas. Nessa época, a família tentou interná-lo numa clínica, mas ele não quis ficar no local.
Depois de algum tempo, Cassino foi internado em outra clinica, em Ribeirão das Neves, onde ficou por seis meses. Segundo o relato, ao descobrir que a família custeava o tratamento, ele fugiu da unidade, em 2020.
Ainda conforme o familiar, há cerca de dois anos Cassiano recebeu o diagnóstico de esquizofrenia. “Ele até arrumou uns bicos (trabalhos informais), mas o dinheiro da quinzena era só pra droga e bebida. Parou com o tratamento, mas não parou com a dependência”, afirmou.
Uma semana antes do crime, a mãe havia ligado para uma das filhas, dizendo que Cassiano não estava bem, pois escutava ele quebrar objetos dentro de seu quarto. A irmã foi até a casa para verificar a situação e, segundo o familiar, naquele momento tudo parecia tranquilo.
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Preocupado com os acontecimentos, o irmão ligou para a mãe na noite do dia seguinte. “Às 11 horas liguei perguntando se estava tudo bem. Depois, por volta das 4 da manhã, minha irmã também ligou e minha mãe disse estar tudo bem. A gente ficou tranquilo”, disse. Passado algum tempo, a família foi comunicada do crime.