BH: suspeito de matar a ex-esposa na frente da filha deles é preso
Cinthia Micaelli Soares Roliz, de 26 anos, foi morta com seis tiros no rosto pelo ex, que não aceitava o término
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O suspeito de matar a ex-esposa Cinthia Micaelli Soares Roliz, de 26 anos, em 31 de dezembro de 2025, foi preso na manhã desta quinta-feira (22/1). Alex Oliveira de Souza, foi encontrado em Mateus Leme, na Região Metropolitana de BH, 22 dias depois do crime, cometido na frente da filha do casal, de cinco anos. Ele foi detido por policiais do Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídios do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Na manhã do dia 31, Alex, que estava sob condicional por tráfico de drogas, insatisfeito com o término do relacionamento, pulou o muro da residência onde Cinthia estava, na Rua Boturobi, no Jardim América, arrombou a janela e matou a ex com seis tiros no rosto.
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O relacionamento durou cinco anos, e estavam separados há três meses. A vítima possuía medida protetiva contra o agressor, e vivia na casa da avó, para se esconder dele.
Segundo relato dos familiares, o suspeito insistia em reatar a relação e tentava sempre falar com ela. Na madrugada do dia 31 de dezembro, por volta das 5h, ele ligou para Cinthia, que não o atendeu. Ao descobrir onde ela estava morando, foi atrás.
Quando invadiu a casa, acordou a vítima e os dois começaram a discutir, acordando a avó, que logo ouviu o barulho dos tiros. Alex desferiu seis disparos no rosto de Cinthia. O sangue acertou o rosto da filha do casal, de cinco anos, que dormia ao lado da mãe e acordou com a discussão. A criança não se feriu, mas ficou em estado de choque.
Após o crime, o suspeito foi visto passando de carro, diversas vezes, em frente ao beco de entrada da casa onde assassinou a ex-companheira. Ele estava foragido desde então.
Relacionamento conturbado
À reportagem, Ângela Fernandes Soares, mãe de Cinthia, contou que, há cinco anos, quando se conheceram, os dois iniciaram o relacionamento. A vítima ficou grávida e os dois passaram a viver juntos. Pouco tempo depois, Alex foi preso e condenado por tráfico de drogas.
No início, a mulher o visitava no presídio, e chegou a comprar um apartamento para morarem quando ele saísse da prisão. No entanto, quando encerrou a relação, deixou o apartamento com o ex e foi para a casa da mãe e, posteriormente da avó.
“Ele era muito ciumento e, por várias vezes, chegou a agredi-la. Era uma situação insustentável, até que ela resolveu se separar, achando que estaria livre dele e que sua vida seria mais tranquila”, disse Ângela. No entanto, após o término, Alex passou a perseguir a vítima. “Ele ligava pra ela o tempo todo. Descobriu onde estava morando e passou a ir na casa, mas ela não abria a porta”, contou a mãe.
Cinthia trabalhava como manicure em um salão de beleza, no Barreiro. Segundo Ângela, por lá também era comum que Alex aparecesse por lá, e por diversas vezes, ameaçasse as colegas de trabalho dela. “Ele era um vagabundo, um sanguessuga. Nunca trabalhou. Havia jurado que mataria minha filha se ela não voltasse a viver com ele”, disse a mãe, revoltada.
Viagem
Ângela ainda comentou que a filha planejava sair do Brasil por causa das ameaças sofridas. "Minha filha planejava sair do Brasil, levando minha neta, isso para sair da mira do Alex, que sempre a ameaçava. Assim, ela iria escapar da mira dele”, afirmou ela. Além disso, a família estava com viagem marcada para comemorar o aniversário da jovem, que seria dia 9 de janeiro.
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*Com informações de Ivan Drummond