Casal de circo é preso por crimes sexuais contra adolescentes mineiros
Adolescente do Norte de Minas relatou perseguição, e casal foi encontrado em circo itinerante no interior de São Paulo
compartilhe
SIGA
Um casal, integrante de um circo itinerante, foi preso em flagrante em uma ação conjunta das Polícias Civis de Minas Gerais e São Paulo, após extensa investigação que apurou crimes sexuais contra adolescentes no Norte do estado mineiro. As prisões aconteceram nesta sexta-feira (23/1).
De acordo com a Polícia Civil mineira, as investigações começaram em 16 de janeiro, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) na cidade de Taiobeiras, depois que uma adolescente de 15 anos relatou à família que vinha sendo ameaçada e importunada sexualmente por um homem, de 25.
Leia Mais
As investigações apontam que o homem se aproveitou de uma relação de proximidade com a vítima para conseguir seu contato e passar a enviar mensagens e vídeos sexuais, além de insistir que ela também compartilhasse imagens íntimas.
- MG: homens que compartilham imagens de abusos de crianças são alvos da PF
- Grande BH: preso suspeito de abusar de crianças em van escolar
A polícia mineira descobriu que o circo passava pelo interior de São Paulo, o que justificou uma articulação interestadual para que fossem cumpridos mandados de busca e apreensão. O homem foi encontrado com uma companheira, que não teve a idade divulgada, e os agentes recolheram os celulares dos dois.
A análise dos aparelhos resultou no encontro de material ilícito envolvendo adolescentes e provas em vídeos e fotos de abuso sexual contra menores de idade.
O casal foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Plantão em Avaré, no interior paulista. As vítimas foram identificadas e levadas ao Conselho Tutelar.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Conforme explicado pela delegada da Polícia Civil de Minas Gerais Mayra Coutinho, os suspeitos serão investigados por crimes relacionados com produção, compartilhamento e armazenamento de material de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Parte das investigações segue com a Polícia Civil de São Paulo, e o procedimento continua sob sigilo.