Blocos de BH: veja a história por trás de 3 gigantes da folia mineira
Saiba como Baianas Ozadas, Então, Brilha! e PPK se tornaram ícones; entenda o sucesso do Carnaval que transformou a capital em um mar de gente
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Belo Horizonte, que por muito tempo foi vista como uma cidade esvaziada durante o Carnaval, se transformou em um dos principais destinos da folia no Brasil nos últimos anos. A capital mineira hoje atrai milhões de pessoas para suas ruas, consolidando uma festa vibrante e com identidade própria.
Esse sucesso recente nasceu de um movimento espontâneo que tomou as ruas, valorizando a festa democrática, sem cordas ou abadás. O folião virou o protagonista, e alguns blocos se tornaram gigantes que ajudam a contar a história dessa transformação cultural.
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Baianas Ozadas: a Bahia em Minas Gerais
Um dos símbolos dessa renovação é o Baianas Ozadas, criado em 2012. A ideia partiu do baiano Geo Cardoso, que, junto a seis amigos, resolveu levar o axé para as ruas mineiras. O que começou como uma brincadeira entre eles cresceu de forma impressionante.
O primeiro desfile oficial já surpreendeu, reunindo 10 mil pessoas quando a expectativa era de apenas 500. Hoje, o bloco arrasta multidões de até meio milhão de foliões, celebrando a cultura baiana com suas saias, turbantes e um repertório que já contou com grandes nomes da música.
Então, Brilha!: o despertar da cidade
Nascido em 2010, o Então, Brilha! é famoso por seu desfile que acontece ao raiar do dia, colorindo o hipercentro da cidade de rosa e dourado. O bloco virou um ritual para milhares de pessoas que se reúnem antes mesmo de o sol nascer para dar início a um dos maiores cortejos do país.
Com mais de 200 músicos, o desfile se destaca não apenas pela música, como por sua mensagem de diversidade e ocupação do espaço público. A alegria é usada como uma ferramenta de transformação coletiva e individual, redefinindo a relação dos moradores com a cidade.
Pena de Pavão de Krishna (PPK): mística e natureza
Fundado em 2013, o Pena de Pavão de Krishna, ou PPK, oferece uma experiência diferente. O bloco é conhecido por sua forte conexão com a espiritualidade e a natureza, embalado pelo ritmo do ijexá, de origem nigeriana e popularizado na MPB.
Seu desfile é um verdadeiro ritual. Os foliões têm seus corpos pintados de azul e são recebidos com abraços, criando uma atmosfera de paz e união. As músicas, muitas delas autorais, abordam temas ambientais e devocionais de diversas raízes culturais.
O sucesso desses blocos está na criação de identidades fortes e únicas. Cada um oferece uma experiência distinta, seja pela estética, pelo posicionamento político ou pela horizontalidade social, onde não há separação entre artistas e público.
A festa não para de crescer. Para 2026, a prefeitura já registrou o cadastro de 612 blocos, um aumento de 8% em relação a 2025, com 178 deles desfilando pela primeira vez. A expectativa é de pelo menos 660 cortejos espalhados pela cidade.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.