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Cinco regiões de BH sob alerta de risco de deslizamento; veja detalhes

Até ontem, apenas duas regionais estavam sob alerta. Comunicado é válido até a próxima sexta-feira (6/2)

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A chuva sem trégua em Belo Horizonte acende o alerta para risco geológico em cinco das 10 regiões da capital. Até essa terça-feira (3/2), havia apenas duas regionais sob alerta, mas a Defesa civil de BH estendeu a área de risco.

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Ontem, o órgão municipal emitiu um alerta moderado para as regiões Barreiro e Leste. No entanto, o indicativo de chuva aumentou e o alerta sofreu alterações: as regiões Barreiro, Leste e Centro-Sul estão sob alerta forte e as regiões de Oeste e Pampulha encontram-se sob risco moderado.

De acordo com a Defesa Civil municipal, avisos para risco moderado são emitidos quando a intensidade da chuva é maior ou igual a 50 mm em 48 horas. Já os alertas para risco forte ocorrem quando o acumulado de chuva supera 70mm no período de 72 horas. Ambos representam risco de deslizamentos e desabamentos.

Chuva pode intensificar o risco de deslizamentos?

De acordo com a geógrafa Letícia Oliveira Freitas, a preocupação com desastres ambientais no período chuvoso é uma realidade não só de BH, mas de muitos municípios no Brasil. Isso porque as cidades encontram-se com o solo cada vez mais impermeabilizado, ocupado por edificações, ruas e outras estruturas urbanas, e os cursos d’água estão cobertos e sem áreas de preservação permanente.

“O cenário é de escoamento superficial com grande volume de chuva e rápida velocidade, em decorrência do relevo com declividade acentuada, da ausência de áreas verdes, do alto grau de impermeabilização do solo e das deficiências do sistema de drenagem, que resultam em ocorrência de pontos de alagamentos, enchentes e deslizamentos”, explica a geógrafa.

Segundo Letícia, a irregularidade das chuvas, principalmente na forma de extremos com grande volume de precipitação em um curto período, é consequência das mudanças climáticas. Como efeito das alterações do clima, ela destaca que esses extremos têm sido cada vez mais frequentes e severos, afetando a qualidade de vida, a segurança, a saúde e a infraestrutura.

Quais são os sinais de deslizamento?

  • Trincas nas paredes.
  • Água empoçando no quintal.
  • Portas e janelas emperradas.
  • Rachaduras no solo.
  • Água minando da base do barranco.
  • Inclinação de poste ou árvores.

É recomendado que a população não fique em residências localizadas em áreas muito inclinadas ou em áreas sujeitas a soterramento e busque um local seguro. Em caso de emergência, deve-se entrar em contato com a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

Previsão do tempo

Conforme a previsão, o dia é de céu nublado com chuvas e rajadas de vento ocasionais a qualquer hora, que podem vir acompanhadas de raios a partir da tarde.

A temperatura mínima registrada nesta terça foi de 18,9°C, às 6h, na Estação Cercadinho, na Região Oeste, com sensação térmica de 16,7°C. A máxima pode chegar a 28°C e a umidade relativa do ar mínima fica em torno de 70%, à tarde.

Apesar de muita chuva no primeiro mês de 2026, a meteorologia prevê uma diminuição do acumulado de precipitação em BH para fevereiro. De acordo com a Defesa Civil municipal, a média climatológica de precipitações é de 177,7 milímetros (mm) para cada regional em fevereiro.

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), uma taxa de chuva de 1 milímetro por minuto equivale a 1 litro de água por minuto em uma área de 1 metro quadrado. Por exemplo, se chover 20mm, isso significa que, em cada metro quadrado, caíram 20 litros de água.

Por outro lado, as regiões Barreiro e Centro-Sul registraram mais da metade da chuva esperada para todo o mês de fevereiro em menos de quatro dias. Segundo a Defesa Civil de BH, as regionais contabilizaram, respectivamente, 92,2mm e 94mm até a manhã desta quarta-feira.

Acumulado de chuvas até às 6h do dia 4/2

  • Barreiro: 92,2 (51,9%)
  • Centro-Sul: 94,0 (52,9%)
  • Hipercentro: 34,0 (19,1%)
  • Leste: 84,4 (47,5%)
  • Nordeste: 59,0 (33,2%)
  • Noroeste: 54,4 (30,6%)
  • Norte: 41,0 (23,1%)
  • Oeste: 56,0 (31,5%)
  • Pampulha: 56,0 (31,5%)
  • Venda Nova: 70,8 (39,8%)

Média climatológica de fevereiro: 177,7 mm

Mínimas registradas por regional em 3/2

  • Barreiro: 19,5 °C, às 6h10.

  • Centro-Sul: 19,2 °C, às 2h50.

  • Oeste: 18,9 °C, com sensação térmica de 16,7 °C, às 6h.

  • Pampulha: 20,3 °C com sensação térmica de 22,5 °C, às 4h.

  • Venda Nova: 20,6 °C, às 2h45.

Como fica o tempo em Minas?

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a primeira semana de fevereiro começa com muita instabilidade em Minas Gerais. Ao longo da semana, áreas de instabilidade favorecem a ocorrência de chuvas, tanto na forma de fracas e contínuas quanto pancadas mais intensas na forma de tempestades.

Conforme a previsão, o dia será de chuva no estado, com possibilidade até de queda de granizo em algumas localidades. A temperatura fica mais amena, mas pode haver sensação de abafamento devido ao alto teor de umidade no ar. A perspectiva é que essa instabilidade atue em Minas pelo menos até sexta-feira (6/2).

Segundo o Inmet, o dia será de céu nublado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões do Triângulo, Alto Paranaíba, Oeste, Sul, Sudoeste, Campo das Vertentes, Zona da Mata, Metropolitana e Central. Nas demais regiões, céu parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva e trovoadas
isoladas.

O órgão nacional também emitiu um alerta de tempestade para todos os municípios do estado, válido até o final desta quarta-feira (4/2), prevendo chuva de até 100mm por dia, com ventos de até 100 km/h e risco de queda de granizo.

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O que fazer em caso de chuva?

O órgão municipal recomenda que, em caso de fortes chuvas, a população evite áreas de inundação e não trafegue em ruas sujeitas a alagamentos ou perto de córregos e ribeirões, além de não se abrigar ou estacionar veículos embaixo de árvores.

Recomendações

  • Não enfrente alagamentos: evite atravessar vias alagadas, mesmo de carro. A força da enxurrada pode ser perigosa, e a água pode esconder bueiros abertos ou buracos.
  • Evite contato com a água: não toque em águas de inundações, pois há risco de contaminação e de choque elétrico.
  • Proteja-se contra raios: não se abrigue debaixo de árvores ou próximo a postes. Durante tempestades, desligue aparelhos elétricos para evitar danos causados por descargas.
  • Previna-se em casa: mantenha calhas e ralos limpos para facilitar o escoamento da água da chuva e evite descartar lixo em locais que possam entupir bueiros.
  • Busque ajuda: em situações de emergência, como risco de deslizamento ou desabamento, acione imediatamente a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

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