No último final de semana o município de Frutal, no Triângulo Mineiro, registrou dois tremores de terra, um na sexta-feira (30/1) de magnitude 3,0 e no sábado (31/1) de magnitude preliminar 3.2. Além disso, na segunda-feira passada (27/1), o município havia registrado outro abalo sísmico, de 2.9 de magnitude. 

Câmeras de segurança instaladas em um galpão e uma área de pastagem de Frutal registraram os tremores do último sábado. Segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), esse abalo sísmico foi registrado às 17h09. "Há relatos de que o tremor foi sentido pela população local", complementou a RSBR.

O sismólogo do Centro de Sismologia da USP e da RSBR, Bruno Collaço, explicou que pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns e muito pelo contrário. "É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre", disse.

Os eventos em Frutal foram detectados pelas estações da RSBR e analisados pelo Centro de Sismologia da USP.

A RSBR, coordenada pelo Observatório Nacional com o apoio do Serviço Geológico do Brasil, monitora a atividade sísmica em todo o país por meio de quase 100 estações sismográficas.

Outros tremores em MG

Um tremor de terra também de magnitude 3.0 foi registrado próximo ao município de Sete Lagoas (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde dessa sexta-feira (30/1), às 14h35. Conforme a RSBR, assim como em Frutal, houve relatos de que o tremor foi sentido pela população local.

Segundo a RSBR, na última semana foram registrados cinco abalos sísmicos em Minas Gerais.

No dia 27 de janeiro (segunda-feira passada), os municípios de Riacho dos Machados (MG), no Norte do estado, e de Frutal, no Triângulo, registraram eventos de magnitudes 2.4 e 2.9, respectivamente.

Conforme o Centro de Sismologia da USP, ao contrário do senso comum, sismos no Brasil são relativamente frequentes. Tremores com magnitudes entre 2 e 3 ocorrem praticamente todas as semanas em alguma região do país. Eventos um pouco mais fortes, como esse de magnitude 3,9, são menos comuns, ocorrendo em média cerca de duas vezes por ano no território brasileiro.

Ainda de acordo com os especialistas, a probabilidade de um terremoto de grande magnitude e com potencial destrutivo no Brasil é extremamente baixa. Isso porque o país está situado no centro da Placa Sul-Americana, uma posição geograficamente estável e segura. Os tremores que ocorrem no território nacional, como os de Minas Gerais, raramente ultrapassam magnitudes que possam causar danos estruturais graves a edificações preparadas.

Confira os 5 maiores tremores (maiores magnitudes) registrados no Brasil em 2025, segundo a RSBR. Parauapebas, no Pará, registrou 3 dos 5 sismos de maiores magnitudes: 

  • 4.5 Rorainópolis (RR) - 29 de junho
  • 4.4 Poconé (MT) - 01 de março
  • 4.3 Parauapebas (PA) - 03 de abril
  • 4.2 Parauapebas (PA) - 09 de julho
  • 4.0 Parauapebas (PA) - 10 de julho
  • Qual a escala de magnitude dos terremotos?

Até 2,5 - Terremoto geralmente não é sentido, mas registrado pelo sismógrafo

2,5 a 5,4 - Frequentemente sentidos, mas causam apenas pequenos danos

5,5 a 6,0 - Pequenos danos a prédios e outras estruturas

6,1 a 6,9 - Muitos danos são causados em áreas bem povoadas

7,0 a 7,9 - Grande terremoto, causa sérios danos

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

8,0 ou mais - Enorme terremoto, pode destruir comunidades inteiras próximas ao epicentro

O que fazer durante um abalo sísmico?

 

Dentro de casa:

  • Mantenha a calma e permaneça no local durante o tremor
  • Afaste-se de janelas, vidros, espelhos, prateleiras e objetos que possam cair
  • Proteja a cabeça e o pescoço e procure abrigo sob uma mesa resistente ou junto a uma parede interna, em local seguro
  • Não utilize elevadores.

 

Na rua:

  • Vá para um local aberto, longe de fachadas, postes, árvores, marquises e fiações
  • Evite permanecer perto de muros e estruturas com risco de queda

 

No trânsito:

  • Reduza a velocidade com segurança e pare em local aberto, longe de pontes, viadutos e construções
  • Permaneça no veículo até o tremor passar
compartilhe