Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (5/2), com intuito de desarticular um esquema criminoso de acesso ao sistema judicial, resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em Goiás e no Distrito Federal. As ações foram coordenadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em conjunto com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). 

Segundo o delegado Robert Salles, as investigações começaram em janeiro deste ano, quando foi constatado que um policial penal de Minas Gerais teve as credenciais vazadas.

“A primeira linha investigativa é que esses criminosos, utilizando-se se recursos de engenharia social – o phishing –, acessavam e-mails de servidores, conseguiam instalar um vírus no computador e, assim, subtraíam essas credenciais para o acesso ao sistema”, disse o delegado.

Com isso, os criminosos tiveram acesso indevido ao sistema para a manipulação de informações. "Eles conseguiam fazer movimentações e alterações como a inclusão e exclusão de mandados de prisão", afirmou Salles.

O delegado Marceleandro Clementino da Silva informou que, no território mineiro, alvos da Justiça tiveram mandados de prisão efetivamente cumpridos, mesmo sem isso ter acontecido de fato.

Um ponto de segurança foram as audiências de custódia. "Aparecia para os juízes que determinavam a prisão daquelas pessoas, que o indivíduo havia sido preso. Acontecia a audiência de custódia, o juiz oficiava os policiais daquela prisão e não tinha resposta de que a pessoa estava lá", contou Robert Salles.

Foram apreendidos celulares e computadores que serão submetidos a análises técnicas e periciais para aprofundar a apuração dos fatos e identificar outras pessoas atuantes no esquema.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Batizada de "Firewall", a operação foi feita em conjunto com o Gabinete de Segurança Institucional do TJMG, o Núcleo de Inteligência e Segurança do TJSC, com suporte da inteligência da Divisão de Segurança da Informação (DISI) do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTI) e do Conselho Nacional de Justiça.

compartilhe