Um policial civil e outras 14 pessoas foram presas preventivamente, nesta terça-feira (10/02), em uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), contra o crime organizado. Ao todo, foram cumpridos 45 mandados judiciais nas cidades de Oliveira (MG) e Divinópolis (MG), na Região Centro-Oeste do estado. 

A Operação Blackout se destina a desmantelar organização criminosa investigada pela prática de tráfico de drogas, embaraço a apuração envolvendo organização criminosa, lavagem de dinheiro, porte ilegal de arma e corrupção policial.  

Foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão preventiva. Além disso, foram expedidas nove ordens judiciais de sequestro para cinco imóveis e quatro veículos que, supostamente, ter foram adquiridos com o produto dos crimes. Outras 19 ordens de sequestro de dinheiro foram expedidas em contas correntes dos investigados. 

Investigações

De acordo com o MPMG, as investigações tiveram início por causa de uma série de homicídios em Oliveira que teriam ligações na disputa pelo controle do tráfico de drogas na cidade.  

Um mandado de busca foi cumprido na casa de um advogado e outro contra um policial civil, investigado por repassar informações sigilosas das investigações para outros membros da organização.  

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Varginha, e pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Oliveira, em ação conjunta com as polícias Civil, Militar e Penal.

Chefe do tráfico morto

Durante coletiva, nesta terça-feira, o promotor de Justiça Igor Serrano explicou que as investigações tiveram início com os homicídios pelo controle do tráfico na cidade.  

“Grupos rivais estavam praticando homicídios recíprocos e isso estava causando um grande problema de segurança pública em Oliveira.”

Segundo Serrano, a operação mirou os operadores da organização criminosa em três núcleos. O primeiro seria o central, que comandava a organização. Já o segundo faria a lavagem de dinheiro e o terceiro, com integrantes que usavam a violência contra os rivais.

Ele destacou ainda que imóveis, automóveis e contas bancárias suspeitas estavam sendo usados para lavagem de dinheiro.  

Um dos líderes da organização reagiu ao cumprimento do mandado de prisão, foi baleado pelos policiais, socorrido, mas acabou morrendo. 

“Infelizmente, em um dos locais, durante incursão da Polícia Militar, se depararam em um dos cômodos com um indivíduo com arma em punho, (ele) não obedeceu às ordens de largar a arma de fogo e foi neutralizado pelas forças de segurança”, afirmou o promotor. 

Apreensões 

O pai e uma irmã do suspeito, que também estavam no imóvel, foram presos. Segundo a Polícia Militar, os dois teriam envolvimento com a organização criminosa.  

As investigações continuam, segundo o promotor. “Temos outros fatos que estão sendo apurados. Os elementos angariados hoje servirão para esse prosseguimento. Mas já temos elementos suficientes para oferecer uma primeira denúncia, abrangendo a primeira fase, em relação aos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção por parte do policial que foi preso”, ressaltou. 

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Durante a operação, foram apreendidas três armas. Os homens detidos foram levados para o presídio de Oliveira e as mulheres para a penitenciária de Três Corações, no Sul de Minas. O policial civil foi trazido para a Casa de Custódia da Polícia Civil, em Belo Horizonte, onde vai permanecer preso e à disposição da Justiça.

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