O homem apontado como chefe da gangue Rua Dez, com atuação no Aglomerado Ventosa, na Região Oeste de Belo Horizonte, foi preso nessa segunda-feira (9/2). Max Rubistem da Silva Rezende, de 35 anos, foi encontrado em uma casa em Lagoa Santa, na Região Metropolitana da capital. Ele estava foragido desde que tentou matar um policial militar, em 2025. Max é faccionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ligou a organização criminosa local à facção nacional.

A detenção aconteceu durante uma operação integrada do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam), da Polícia Militar de Minas Gerais, e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG). O suspeito também é apontado como um dos principais envolvidos na guerra entre o PCC e o Comando Vermelho (CV) no aglomerado em que atuava.

Em entrevista ao Estado de Minas, Christian Vianna de Azevedo, subsecretário de Integração da Segurança Pública, explicou que o paradeiro do foragido foi descoberto graças às forças de inteligência da PM e da Sejusp. As primeiras informações surgiram depois da prisão de um traficante, também do Aglomerado Ventosa. Com ele, foi encontrado um fuzil.

“Ele já tinha uma condenação, a oito anos de reclusão, por outro homicídio no próprio Aglomerado Ventosa. Essa tentativa de homicídio contra o policial militar é uma outra ação penal contra ele. Então, é um indivíduo de alta periculosidade”, afirmou o subsecretário.

Gangue era filiada a alguma facção?

Azevedo explica que as facções nacionais, como o PCC e o Comando Vermelho, buscam fazer associações em organizações criminosas locais para ampliar domínios em todo o país. O subsecretário detalha que as alianças são vantajosas também para as gangues menores, que acabam tendo acesso ao mercado internacional de drogas.

No Aglomerado Ventosa, a facção predominante, Rua Dez, é filiada ao PCC. No entanto, a região tem sido alvo de uma disputa entre a organização paulista e a carioca. Apesar disso, Christian afirma que as forças de segurança pública têm conseguido controlar o avanço dos grupos criminosos.

“Em Minas Gerais, nós não temos um aglomerado ou uma favela em que a polícia não entre. Ela entra em qualquer lugar. Por isso essa prisão do Max é importante, porque ele é líder de uma facção importante no Aglomerado Ventosa”, disse.

Segundo o subsecretário, as ações de enfrentamento têm sido exitosas devido à integração de todas as forças de segurança pública do estado. “Nenhuma força sozinha consegue fazer o trabalho todo. Essa é a razão do nosso sucesso: trabalho integrado”, reforçou.

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