Um recém-nascido foi encontrado dentro de uma sacola plástica em um lote vago em Jaboticatubas (MG), na Grande BH, nessa quarta-feira (11/2).
Acionada por volta de 8h, a Polícia Militar deslocou uma equipe para o bairro Recanto do Rio, onde ficou sabendo por populares que uma mulher havia localizado o bebê e transportado a criança por meios próprios até a Santa Casa de Lagoa Santa.
A equipe policial então se deslocou até a unidade de saúde para colher mais informações.
Ainda conforme o registro, a mulher relatou que ouviu o choro de uma criança vindo de um lote vago. Ao verificar a situação, encontrou o recém-nascido enrolado em uma toalha de banho, acondicionado dentro de uma sacola plástica. Ela informou que o cordão umbilical não estava amarrado, apresentava-se extenso e com sinais de rompimento traumático próximo à placenta.
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De acordo com os militares, a mulher afirmou que chegou a acionar o Samu, mas, diante da demora no atendimento e temendo pela vida do bebê, decidiu socorrer o bebê por conta própria até o hospital.
A pediatra que atendeu o recém-nascido informou à polícia que ele deu entrada com palidez cutânea e hipotermia, mas estava responsivo e com respiração espontânea preservada. O bebê estava pesando 1,785 kg e apresentava indícios clínicos de possível fratura em um dos membros inferiores, o que ainda dependia de confirmação por exame de imagem. Ele ficou em observação e aguardava vaga para transferência ao Hospital Sofia Feldman.
O Conselho Tutelar foi acionado e compareceu para acompanhar o caso e a futura transferência da criança. A perícia também esteve no local onde o bebê foi encontrado e recolheu a sacola plástica e materiais com secreções para análise.
Segundo a PM, após buscas em unidades de saúde da região, os militares chegaram à possível autora. Informações indicavam que uma mulher que teria passado por uma gestação poderia estar em uma residência na Rua 10. No endereço, uma mulher de 29 anos foi localizada. Conforme o registro, ela estava muito nervosa com a presença policial, deitada na cama e escondida sob os lençóis. Ao ser questionada, teve crise de choro.
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De acordo com os militares, a mulher disse que não sabia que estava grávida, que vinha se sentindo mal e não fez acompanhamento médico. Relatou ainda que, por volta das 4h da madrugada, sentiu contrações e entrou em trabalho de parto. Ela afirmou que acreditou que o bebê havia nascido sem vida, não percebeu sinais vitais, enrolou a criança em uma toalha com secreções, colocou em uma sacola plástica e deixou o recém-nascido no lote vago.
