Hermetismo reina nos hospitais da Venezuela após bombardeio dos EUA
compartilhe
SIGA
Hospitais na Venezuela negaram neste domingo (4) qualquer informação sobre mortos e feridos no bombardeio americano que levou à captura do presidente Nicolás Maduro.
A AFP visitou sete centros médicos da capital venezuelana sem conseguir entrar ou acessar dados, enquanto circulam relatos extraoficiais com dezenas de mortos.
Uma organização que reúne médicos na Venezuela informou à AFP cerca de 70 mortos e 90 feridos.
O jornal The New York Times informou 80 mortos com base em uma fonte do governo, enquanto um jornalista venezuelano publicou uma lista com 18 nomes de militares, supostamente integrantes do corpo de segurança de Maduro.
"Temos ordens para não dar informações", disse um funcionário do hospital militar Carlos Arvelo.
As autoridades ainda não divulgaram um balanço oficial. A AFP solicitou por três vezes ao governo os números, sem receber resposta até o momento.
Maduro foi capturado durante uma operação dos Estados Unidos, que incluiu bombardeios em Caracas.
O governante estava em uma casa no maior forte militar da capital venezuelana. Houve confrontos entre militares americanos e a guarda pessoal de Maduro.
O ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, denunciou que eles foram assassinados "a sangue frio". Também afirmou que os bombardeios atingiram áreas civis e que estava trabalhando em um balanço.
A informação "é um assunto de segurança militar", disse o funcionário do Carlos Arvelo, hospital que recebeu a maioria das vítimas.
Funcionários de um hospital no leste de Caracas informaram sobre um militar ferido. Em outro, o Pérez Carreño, no oeste, foram atendidos dois militares e um civil ferido.
Foram casos pontuais, disse o diretor do Pérez Carreño, Carlos García. "Os hospitais militares estavam colapsados" e "decidiram trazê-los para cá, e aqui foi prestado o apoio".
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
bc-jt/mvl/am